A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) divulgou nesta sexta-feira (10) o resultado do laudo oficial sobre a morte de Kelly Cristina Cadamuro, de 22 anos, que foi assassinada em Frutal, no Triângulo Mineiro, após dar carona combinada via WhatsApp. O laudo indicou que a radiologista sofreu uma asfixia por constrição cervical, ou seja, estrangulamento. O documento mostra que o autor não teria usado a corda para matá-la. 

Kelly desapareceu na noite de quinta-feira (2), depois de combinar pelo aplicativo WhatsApp uma carona com um casal de São José Rio Preto, no interior paulista, mas na hora da partida, só apareceu o rapaz. Jonathan Prado cumpria pena por vários crimes e foi beneficiado com a saída temporária da Páscoa, mas não retornou à prisão e foi considerado foragido.

O corpo de Kelly foi encontrado no dia seguinte, seminu, com as mãos amarradas e sinais de estrangulamento, e com a cabeça mergulhada num córrego, entre Frutal e Itapagipe, em Minas. Câmeras de uma praça de pedágio mostraram Prado voltando sozinho com o carro. O veículo foi achado depenado, próximo de Mirassol.

A Polícia Civil de Frutal trabalha com a hipótese de latrocínio - roubo seguido de morte. Exames preliminares não confirmaram violência sexual. De acordo com a confissão de Jonathan, a jovem resistiu e lutou, obrigando-o a amarrá-la. Ele negou o estupro e disse que a calça dela saiu quando ele a arrastava pelo mato até o córrego. O suspeito permanece preso em Frutal. 

Leia mais:
Polícia reconstitui morte de jovem que ofereceu carona e vê indícios de estupro
Três homens são presos por envolvimento na morte de jovem que usou aplicativo de carona
Morte de jovem levanta discussão sobre prós e contras de grupos de carona: veja como se proteger