Quando a bola rolar para o duelo entre Atlético e Figueirense, às 21h, dois dos treinadores mais longevos da Série A medirão forças no estádio Independência. De um lado está Levir Culpi, que nesta sexta-feira (24) completou 1 ano e 3 meses no Galo. Do outro, Argel Fucks, que no mesmo dia comemorou o primeiro aniversário no comando do clube catarinense. O recordista é Eduardo Baptista, com 1 ano e 6 meses à frente do Sport.
 
Mesmo ressaltando o comportamento enérgico de Fucks, Culpi diz que é difícil imaginar o que se passa, tática e estrategicamente, na cabeça do adversário. “Eu não conheço bem o trabalho do Argel”, admite. “Normalmente, os técnicos se conhecem bem como amigos, mas não sabe exatamente o dia a dia de cada um”, acrescenta.
 
Depois de demitir Dorival Júnior para contratar Cuca, em agosto de 2011, o Atlético só repetiu a medida uma vez, exatamente na troca de Paulo Autuori por Levir, em abril do ano passado. Campeão da Libertadores em 2013, Cuca ficou no clube por dois anos e meio e deixou o clube por opção, ao receber uma proposta do futebol chinês.
 
Apesar de não brigar pelo topo da tabela de classificação, o Figueirense vem conseguindo se manter na elite do futebol nacional com poucos recursos e vê os resultados da manutenção de Argel. Já o Galo conquistou a Recopa, a Copa do Brasil e o Campeonato Mineiro apostando na permanência de Levir.
 
No Galo desde 2012, o goleiro Victor acompanhou tudo isso bem de perto. Feliz com o trabalho do atual comandante, ele defende a permanência do treinador por muito tempo. “No Brasil, há essa cultura de que, se o time não está bem, a culpa é do técnico. Espero que o Levir tenha vida longa no Atlético, porque é muito querido por todos os jogadores”, argumenta o camisa 1 alvinegro. 
 
Guilherme
 
Conhecedor do elenco, o treinador comentou publicamente a insatisfação do meia-atacante Guilherme. Em entrevista coletiva, o jogador havia manifestado o descontentamento com a condição de reserva e com os argumentos do técnico para justificá-la.
 
De acordo com o treinador, ninguém tem cadeira cativa e Guilherme perdeu espaço durante a negociação com o Cruz Azul, do México. “Tenho uma conversa com o Guilherme agora (depois da entrevista). Estamos contando com ele”, minimiza o treinador. 
 
“O Guilherme estava escalado (para o duelo com o Coritiba), mas no outro dia foi para o México e o Giovanni Augusto entrou. É difícil fazer justiça com 35 jogadores”, concluiu.