A Polícia Civil confirmou nesta quinta-feira (26) que a mãe da bebê que morreu na segunda-feira (23), em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, é a principal suspeita do homicídio. De acordo com a delegada responsável pelas investigações, Alessandra Alvares Bueno da Rosa, a mulher de 19 anos confessou que asfixiou a filha de 1 anos e 2 meses até a morte com um travesseiro.

A mãe da menina e o pai, de 38 anos, foram presos no dia seguinte ao crime. Para a Polícia Militar, que atendeu a ocorrência, a mulher contou que a criança teria batido a cabeça na parede acidentalmente, enquanto discutia com o companheiro de 38 anos. Já na delegacia de Sabará, um acusou o outro de agredir o bebê.

Na manhã de segunda, a avó do bebê levou a criança bem machucada para ser atendida em um posto de saúde de Ravena, distrito de Sabará. De lá, a menina precisou ser transferida para a UPA em Sabará, mas não resistiu aos ferimentos. Desconfiados de maus tratos, os funcionários da unidade acionaram a Polícia Militar.

Mais do que negligência

Segundo a delegada, primeiramente os pais relataram que estavam discutindo quando a menina, por um descuido da mãe, caiu e bateu a cabeça na parede. Os dois suspeitos, contudo, continuaram a briga, deixando a criança caída ao solo, chorando.

Em depoimento posterior, diante do avanço das investigações, a mãe confessou o crime. A delegada relata que passados alguns minutos da discussão e da queda da criança, "serena, a mãe da menina retorna ao local e percebe sua filha, Maria Eduarda, ainda chorando e, com o auxílio de um travesseiro, asfixia a filha até a morte".

A investigada deve responder por homicídio doloso, com emprego de asfixia, por motivo fútil e praticada contra descendente e incapaz de se defender. A pena máxima para o crime é de 20 anos. O pai da criança poderá responder pelos mesmos crimes.

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