Mais um ônibus foi incendiado na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O ataque dessa vez foi ao coletivo da linha 2590 (Vila Cristina-Metrô), que atende a cidade de Betim. O crime foi por volta das 20h30 dessa sexta-feira (13). É o quarto em apenas dois dias.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o veículo estava no ponto final, quando dois homens chegaram, entregaram uma carta a dois funcionários da empresa de transporte, que estavam no local e atearam fogo no ônibus.

De acordo com a Polícia Militar, a carta foi entregue para perícia da Polícia Civil. O teor não foi divulgado. Ninguém ficou ferido.

Ônibus queimadoO ônibus ficou completamente destruído

Também na noite dessa sexta, seis pessoas foram presas suspeitas de colocar fogo em um ônibus, em São Joaquim de Bicas, na RMBH. Segundo a PM, os criminosos deixaram um bilhete com o motorista,  informando que o ataque seria uma represália à prisão de cinco suspeitos de roubar um carro na cidade na última quinta-feira (12). O grupo, formado por cinco homens e uma mulher, foi levado para a delegacia de Betim.

E na madrugada de quinta, outros três ônibus também foram incendiados. O fogo consumiu os coletivos em Contagem, Brumadinho e no bairro Juliana, região Norte da capital. 

No ataque em Contagem, o alvo foi o coletivo da linha 303, no bairro Colonial. O motorista do ônibus seguia para garagem quando foi parado por um casal, que entregou uma carta ao motorista com reclamações de detentos da Penitenciária Nelson Hungria, segundo a Polícia Militar. Em seguida, atearam  fogo no ônibus. 

Em Brumadinho, no bairro Aranha, o ônibus estava parado próximo à casa do motorista, quando vizinhos avisaram que o veículo estava em chamas. Testemunhas informaram que ouviram pessoas correndo, mas não souberam precisar quem seriam. 

O terceiro veículo foi queimado na rua Cissus, no bairro Juliana, na região Norte de Belo Horizonte. O micro-ônibus estava em frente ao Centro de Estudos Sindicais da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerais (Fetaemg), quando foi queimado. O coletivo trouxe pessoas do Norte de Minas para participar de um evento de agronegócios. Não houve feridos.

Ainda na quinta, a Secretaria de Estado de Administração Prisional (Seap) informou, em nota, que aguarda a conclusão das investigações da Polícia Civil sobre os ataques aos ônibus. "A pasta está acompanhando o andamento dos casos e esclarece que todas as denúncias que chegam formalmente à Seap sobre a conduta profissional de seus servidores são devidamente apuradas nos termos da lei".

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