Mulheres, crianças e médicos residentes fazem uma manifestação na Praça da Liberdade, região Centro Sul de Belo Horizonte, na manhã desta terça-feira, chamando a atenção para a crise financeira que passa o Hospital Sofia Feldman, na região Norte da capital. A unidade de saúde é referência no Estado em atendimento a partos de alto risco e corre risco de ter leitos e atendimentos reduzidos. O grupo prentende fazer uma caminhada até a porta da Prefeitura de BH, na avenida Afonso Pena.

A administração do hospital afirma que a situação financeira da instituição é grave, uma vez que funcionários estão sem receber e faltam medicamentos e materiais para o atendimento. Conforme a assessoria de imprensa do Sofia, a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) sugeriu que 20 leitos de parto e 20 da UTI neonatal, que atendem pessoas que vem do interior, sejam fechados para que o hospital consiga pagar parte das contas. Caso não haja outra solução, os 40 leitos podem fechar em 30 dias.

O objetivo dos manifestantes é exigir que investimentos ao hospital aumentem, para que não corra mais o risco de fechar. Segundo eles, seria uma grande perda para as mulheres. "O Sofia tem compromisso com a mulher, com o SUS. A maternidade é espelho para o país", afirma Vera Figueiredo, uma das responsáveis pela criação da Rede Cegonha, e ex-sonsultora do Ministério da Saúde.

Manifestantes protestam na Praça da Liberdade e pedem socorro financeiro ao Hospital Sofia FeldmanApós se reunirem na Praça da Liberdade, manifestantes vão descer em passeata até a Prefeitura de BH


Conhecido pela forma respeitosa e acolhedora que recebe as gestantes e familiares, o Sofia Feldman atende 100% pelo Sistema Único de Saúde (SUS). São cerca de 900 partos por mês. Atualmente, a unidade de saúde neonatal conta com 185 leitos, sendo 87 obstétricos, 41 de Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal (UTI) e 12 de outras clínicas. 

Metade das crianças que nascem no hospital que mais faz partos no Brasil pelo Sistema Único de Saúde (SUS), é do interior de Minas. As famílias de fora da capital ocupam 75% dos leitos da UTI neonatal. Conforme a administração, se nada for feito, não haverá outra solução se não fazer cortes no atendimento.

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