Cinco pessoas foram presas, sendo quatro homens e uma mulher, durante uma operação da Polícia Federal, com o apoio das Polícias Militar e Civil, em Uberaba, no Triângulo Mineiro, nesta sexta-feira (8). Eles são suspeitos de envolvimento nos ataques a ônibus na região e a instituições bancárias. Ao todo, foram cumpridos oito mandados de prisão preventiva; três pessoas ainda estão foragidas. "Nós já tivermos, desde o início dos ataques aqui em Uberaba, 36 indivíduos presos, sem contar os de hoje. Já são mais de 40. Tivemos também a operação em Araxá, totalizando acima de 25 indivíduos já presos", informou o comandante da Polícia Militar na região, coronel Peres.

De acordo com a PF, as investigações apontaram que a ordem de ataques partiu da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) e que os presos têm algum tipo de envolvimento com a facção. Entre os suspeitos, estão criminosos chamados de "disciplinas", que são aqueles que punem quem falha em alguma ação. Eles são considerados membros do alto escalão. "Eles estavam organizados e juntos planejando os ataques, seja efetivamente realizando os ataques, seja repassando as informações a outros membros a respeito de ônibus que deveriam ser incendiados, onde deveriam atuar e de que forma", afirmou o chefe do Departamento de Polícia Federal em Uberaba, delegado Marcelo Xavier, durante entrevista coletiva. 

Para o chefe da Polícia Civil, delegado Heli Andrade, o grupo não tem um objetivo comum. Alguns falam sobre a morte de lideranças da organização e outros falam sobre opressão no sistema prisional. "O que eles falam é muito difuso, o que eles falam é muito subjetivo. Mas o objetivo não foi delineado nem pra gente, acho que nem eles têm essas informações ainda. As investigações vão continuar em cima daqueles objetos apreendidos", disse o chefe da PC. Na ação, foram apreendidos registros que comprovam o planejamentos dos ataques a ônibus e a instituições bancárias, além de telefones e drogas. 

Ainda conforme a PC, alguns dos presos não têm passagem pela polícia. "São pessoas que foram recrutadas recentemente para participar da organização criminosa e que daqui pra frente podem eventualmente agir em outras modalidades dentro do crime", disse o delegado.

Os cinco detidos vão responder por participação em organização criminosa, crime de dano ao patrimônio público e incêndio. As penas somadas podem chegar a 13 anos de prisão. 

As investigações continuam. "Vamos continuar enquanto tivermos necessidade as escoltas em ônibus. Nós temos também os policiais à paisana, descaracterizados dentro dos veículos e nas ruas, buscando a prisão desses indivíduos", informou o coronel Peres.

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