Membros da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) que agem em Minas Gerais estão sendo alvos de uma operação, deflagrada na manhã desta quinta-feira (14). A ação, comandada pela Polícia Civil e Ministério Público,  acontece simultaneamente em outros 13 estados: São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul, Pará, Alagoas, Goiás, Tocantins, Roraima, Rio Grande do Norte, Acre, Amapá e Maranhão. 

No total estão sendo cumpridos 75 mandados de prisão e 59 de busca e apreensão. Conforme a investigação, o grupo, que atua dentro e fora dos presídios, é responsável por acirrar disputa entre facções no Brasil, aumentando o número de assassinatos. Alguns dos alvos da operação, batizada de Echelon, já estão presos. 

Minas é o quarto estado com maior número de integrantes do PCC, com 1.432. Desde o dia 3 de junho, o Estado sofre uma série de atentados contra ônibus. A ordem dos ataques teria sido dada pelo PCC.

Ramificações

O PCC surgiu em São Paulo. Lá, a polícia estima que a facção tenha 10,9 mil integrantes. Em todo o país são quase 20 mil membros. Depois de SP, os estados que concentram o maior número de integrantes do PCC são Paraná (2.829) e Ceará (2.582). 

As investigações tiveram início em junho de 2017, quando o líder máximo da facção, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, foi mantido isolado pela sexta vez no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) do presídio de Presidente Bernardes, motivo pelo qual Marcola não figura entre os procurados na operação.

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*Com Agência Brasil