A operação do metrô vai continuar em escala mínima na quarta-feira (30). Pelo menos foi o que ficou definido na assembleia dos metroviários, ocorrida no início da tarde de hoje. Sendo assim, as viagens ocorrerão apenas de 5h30 às 9h30. No restante do dia, as estações estarão fechadas. Enquanto isso, a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) contra-ataca e tenta acabar com a greve na Justiça.

Segundo o presidente do Sindicato dos Empregados em Transportes Metroviários e Conexos de Minas Gerais (Sindimetro-MG), Romeu José Machado Neto, eles estão respeitando a escala mínima prevista em legislação tanto nos trabalhos externos, de atendimento aos usuários, quanto na área de manutenção. Só em Belo Horizonte, cerca de 90% dos 1.700 metroviários aderiram à paralisação, que afeta cerca de 100 mil passageiros. No início da tarde de quarta-feira haverá nova reunião entre os trabalhadores para definir os rumos da greve.

Em nota, a CBTU disse ter ajuizado Medida Cautelar junto ao Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais (TRT/MG) solicitando o funcionamento integral do sistema. O tribunal confirmou o recebimento da ação, que será avaliada por desembargadores.

Motivos

A principal reivindicação da categoria é com relação ao aumento salarial. Os profissionais pedem acréscimo de R$ 635 ao piso atual, fixado em R$ 1.610,16.

Além disso, os funcionários querem recomposição salarial de 9,59% referente a 12 meses sem reajuste, e de 7,12%, que teria sido apurado desde maio de 2011.

“Desde 2017 que tentamos negociar o reajuste, sem sucesso. Estamos um ano sem aumento e recebemos em troca uma proposta que retira até direitos adquiridos”, afirma Romeu José.

A CBTUse nega a pagar o retroativo desde maio do ano passado e propõe aumento de 80% do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do período, o equivalente de 3,26%. Para 2018, ela quer arcar com uma alta de 50% da inflação.

A proposta patronal, segundo os metroviários, altera direitos sociais adquiridos. Um deles é a proibição de férias em período de recesso escolar. Outro ponto polêmico é a retirada do pagamento de um salário mínimo extra a cada ano trabalhado no aviso prévio, quando a demissão não é por justa causa.