Setenta e seis casos suspeitos de sarampo são investigados em Minas, segundo o boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde, divulgado nesta quarta-feira (8). São 13 casos a mais desde o último informe. 

Atualmente são 130 casos suspeitos notificados, sendo 54 casos descartados e os 76 que estão em análise na Fundação Ezequiel Dias (FUNED-MG).

Dos casos investigados, 29,23% são de crianças com idade entre um e quatro anos, seguido da faixa etário entre seis e 11 anos, com 15,38% dos casos.

As regiões com maior número de notificações são o Centro-Oeste, o Leste e o Triângulo Mineiro. Já as cidades com mais casos suspeitos são Entre Folhas, no Vale do Rio Doce, com 10 casos; Belo Horizonte, com  nove; Limeira do Oeste, com oito e Piumhi, no Centro-Oeste, com sete casos. 

Segundo dados do Ministério da Saúde de 2018, os estados de Roraima e Amazonas detectaram os primeiros casos importados da doença. Atualmente, estes dois estados apresentam o maior número de notificações e confirmações de sarampo, totalizando 1069 casos confirmados laboratorialmente e 6.553 notificações. 

Do total de casos confirmados na região Norte, 788 são provenientes do estado do Amazonas, 281 de Roraima, dois do Pará e um de Rondônia. 

A região Sudeste é a mais acometida, com um total de 15 casos confirmados, sendo 14 do Rio de Janeiro e um caso confirmado de São Paulo. Os estados de Minas Gerais e Espírito Santo ainda não registraram nenhum caso confirmado.

A região Sul segue com 13 casos confirmados, e por último, as regiões Nordeste e Centro-Oeste, sem nenhum caso confirmado da doença.

O sarampo é uma doença viral, infecciosa aguda, grave, transmissível, altamente contagiosa e comum na infância. A doença começa com febre, exantema, que são manchas avermelhadas pelo corpo e sintomas respiratórios e oculares.

Campanha

E a melhor forma de prevenção é a vacinação. No dia 6 deste mês teve início a Campanha de Vacinação contra a poliomielite (paralisia infantil) e o sarampo que vai até o dia 31 de agosto. O Ministério da Saúde espera vacinar 11,2 milhões de crianças entre 1 e 5 anos. Em Belo Horizonte, a expectativa da PBH é imunizar 109.439.

Na capital, todos os 152 estão preparados e a capital recebeu 169 mil doses da vacina contra o sarampo e 131.151 das vacinas contra pólio. 

Esquemas de vacinação por idade

Aos 12 meses de idade, a criança deverá receber a primeira dose da vacina tríplice viral (que protege contra o sarampo, a rubéola e a caxumba).

Aos 15 meses de idade, a criança deverá receber a segunda dose com a vacina tetraviral (contra o sarampo, a rubéola, a caxumba e a catapora/varicela) ou a vacina tríplice viral e a de varicela monovalente.

De 02 a 29 anos, caso não tenha nenhum registro de dose da vacina tríplice ou tetraviral, deverão receber duas doses com intervalo de no mínimo 30 dias da primeira dose.

De 30 a 49 anos, caso não tenha nenhum registro de dose da vacina tríplice ou tetraviral, deverá receber apenas uma dose.

Após 49 anos de idade, não é necessário a vacinação porque são consideradas imunes.

Profissionais de saúde (médicos, enfermeiros, dentistas e outros), independente da idade, devem ter duas doses válidas da vacina tríplice viral documentadas.

Profissionais de transporte (taxistas, motoristas de aplicativos, motoristas de vans e ônibus), profissionais do turismo (funcionários de hotéis, agentes, guias e outros), viajantes e profissionais do sexo devem manter o cartão de vacinação atualizado conforme os esquemas vacinais.

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