Agentes comunitários de saúde, de controle de endemias e militares das Forças Armadas encontraram em Minas Gerais 1,583 milhão de imóveis fechados para o combate ao Aedes aegypti. Esses domicílios e prédios públicos, comerciais e industriais, não foram inspecionados contra o mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.

O dado é do Ministério da Saúde, que divulgou nesta sexta-feira (26) o balanço dos imóveis visitados em todo o Brasil. Conforme a pasta, residências e comércios não vistoriados em Minas, ou estavam fechados ou os proprietários recusaram a entrada dos agentes.

O levantamento mostra, ainda, que o Estado bateu a meta inicial e, até hoje, já vistoriou pouco mais de 7,267 milhões de imóveis. O número é superior ao registrado em todos os outros estados. No total, 842 municípios mineiros notificaram as visitas no Sistema Informatizado de Monitoramento da Presidência da República (SIM-PR).

Nacional

No Brasil, 41,5 milhões de casas e prédios comerciais e públicos vistoriados pelas equipes, o que equivale a 61,8% do previsto. Outros 9,3 milhões estavam fechados ou recusaram a entrada dos profissionais. Mais de 300 mil profissionais estão empenhados no combate ao Aedes aegypti.

“Tivemos um avanço importante e um alcance de domicílios e prédios muito positivo. O fundamental é estabelecer um processo de sustentação das visitas e dar continuidade a um ambiente seguro e livre do vetor”, destacou o secretário-executivo substituto do Ministério da Saúde, Neilton Oliveira.

Focos

Durante as visitas, foram identificados 1,3 milhão de imóveis com focos do mosquito, o que representa 3,3% do total de visitados. A meta é reduzir esse índice de infestação para menos de 1% de imóveis com foco.

*Com informações da Agência Saúde