O Ministério da Saúde notificou, na última sexta-feira (6), a Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre 12 casos e cinco mortes suspeitas de febre amarela nas cidades de Ladainha, Malacacheta e Frei Gaspar, no Vale do Mucuri, e nos municípios de Caratinga, Piedade de Caratinga e Imbé de Minas, no Vale do Rio Doce.

Neste domingo (8), segundo informações da direção do Hospital Municipal Doutor Arthur Rausch, em Ladainha, mais uma morte foi constatada. A suspeita é de que o paciente estivesse com a doença, contraída na zona rural da cidade do Vale do Mucuri.

“Na última semana tivemos oito óbitos suspeitos de febre amarela silvestre. Os casos são de pessoas que vieram da zona rural de Ladainha. A doença está praticamente erradicada nos grandes centros urbanos no Brasil”, explica Felipe Vieira Campos, diretor da unidade de saúde.

Ele ainda conta que primatas foram encontrados mortos na região com suspeita de febre amarela silvestre. “O macaco é um dos hospedeiro da doença”, observa.

A pasta nacional da saúde investiga, ainda, em conjunto com a Secretária de Estado de Saúde (SES-MG), a possibilidade de que estes casos possam estar associados a outras doenças que apresentam febre hemorrágica, como dengue, leptospirose, hepatite viral, dentre outras.

O ministério disponibilizou técnicos para acompanhar e auxiliar o Estado e os municípios mineiros na investigação. A Fundação Ezequiel Dias (Funed) realiza testes para diagnóstico de febres hemorrágicas para identificar a doença.

Vacinação

Segundo a SES-MG, a vacina contra a febre amarela é ofertada pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Minas Gerais conta com 250 mil doses em seu estoque.

A imunização é fornecida mensalmente pelo Ministério da Saúde e o país, segundo o órgão, tem estoque suficiente para atender toda a população nas situações recomendadas.

O diretor do hospital municipal de Ladainha afirma que os postos de saúde da cidade têm a vacina. “A única prevenção contra a febre amarela silvestre ou a febre amarela é a vacinação, que imuniza para todos os tipos da doença”, alerta.

O Ministério da Saúde recomenda às pessoas que residem ou viajam para regiões silvestres, rurais ou de mata, que sejam imunizadas contra a doença. Os meses de dezembro a maio são o período de maior número de casos com transmissão em grande parte do Brasil.