Depois do vai e vem sobre a polêmica envolvendo a restrição do tráfego de veículo pesados no Anel Rodoviário, a Prefeitura de Belo Horizonte voltou a reafirmar que quer proibir o trânsito de carretas e caminhões na rodovia por questão de segurança pública.

Nesta sexta-feira (12), um dia após o Ministério dos Transportes divulgar que haverá restrição somente no trecho concedido da BR-040, o executivo municipal soltou nota informando que "a seriedade do momento não permite a omissão com a qual o assunto foi tratado nos últimos 50 anos".

No texto, a PBH frisou, ainda, que todos os responsáveis por administrar a rodovia urbana devem se unir para resolver o problema do Anel, que constantemente é palco de graves acidentes. "... a Prefeitura de Belo Horizonte reitera que nada será realizado de forma açodada e que todas as partes envolvidas continuarão sendo chamadas à mesa para as discussões".

A confusão teve início depois que o prefeito Alexandre Kalil garantiu que a circulação de veículos pesados seria impedido no Anel, mas o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), responsável por parte da rodovia, desmentir a informação.

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Restrição

Conforme o Ministério dos Transportes, do total de 26,1 quilômetros que compõe o Anel, somente 10,7 terão o tráfego restrito. O trecho administrado pelo Dnit funcionará normalmente.

A pasta diz que a decisão sobre quando se dará a restrição será tomada pelo grupo de trabalho a ser criado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) especialmente para estudar seu impacto neste trecho. 

O objetivo, segundo o Ministério, é restringir a circulação com o mínimo de transtornos e reduzir o número de acidentes. O grupo deverá apresentar os resultados de seus estudos com previsão de implementação das ações em março.

O Dnit vai acompanhar o trabalho técnico e verificar os reflexos nos trechos sob sua administração.