Retirado em setembro para restauração, o Monumento à Iemanjá volta à praça que lhe dá nome, na orla da Lagoa da Pampulha, na próxima terça-feira (12), aniversário de Belo Horizonte. Às 19h, acontece uma festividade com a participação da Casa de Caridade Pai Jacob do Oriente, responsável pela organização da Festa de Iemanjá, realizada há aproximadamente 60 anos, sempre no mês de agosto. Também participa deste momento de celebração o Afoxé Bandarerê, primeiro grupo belo-horizontino de afoxé.

De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Cultura, o pedestal no qual está fixado o monumento também passou por reforma para que fosse corrigida a inclinação. Os serviços incluíram ainda reestruturação do Portal da Memória e do largo existente em frente ao monumento, com a melhoria nas condições de fruição no local, além da instalação de uma nova iluminação monumental.

O Monumento à Iemanjá se constitui em elemento simbólico para os grupos sociais devotos das práticas religiosas de matriz africana. As imediações do monumento são palco de diversas celebrações e manifestações que tem nesse suporte material a representação dos conteúdos socioculturais próprios de suas práticas. Em Belo Horizonte, desde 1957 acontece anualmente a Festa de Iemanjá, sempre no mês de agosto. Nos primeiros anos, o evento se iniciava na Praça da Estação, de onde saia uma extensa comitiva de carros em direção à Lagoa da Pampulha, local de confluência de águas e espaço privilegiado para essa celebração.

O Monumento

A escultura é obra do artista José Synfronini de Freitas Castro. Ela foi inaugurada em 24 de abril de 1982. Inicialmente, a obra foi produzida em mármore sintético branco e ficava localizada na beira da Lagoa da Pampulha, em uma espécie de deck, que a circundava. Devido a depredações, a obra passou por modificações ao longo dos anos.

Em 1988, a escultura foi substituída por uma feita em bronze, material mais resistente. Já em 2003, optou-se pela fixação da escultura no espelho d'água, distante cerca de 10 metros da beira da lagoa. Em 2007, foi inaugurado o Portal da Memória, monumento feito em homenagem às matrizes culturais africanas. O monumento foi criado pelo artista Jorge dos Anjos e foi projetado em aço. Dessa maneira, se tem se a configuração atual da Praça de Iemanjá, importante ponto turístico e de celebração, Patrimônio Cultural de Belo Horizonte.