Durante décadas, os grupos LGBT de todo o Brasil sempre lutaram em busca dos seus direitos. O direito à vida, o mais básico de todos eles, é constantemente ameaçado. Apesar das reivindicações, suas demandas ainda são silenciadas no Congresso Nacional, que fecha os olhos para a barbárie que assola a comunidade LGBT. Para chamar a atenção para o problema, movimentos LGBT da capital realizam a 4ª Marcha contra a LGBTfobia neste sábado (20), a partir das 14h, na Praça Sete.

Conforme mostram dados do Grupo Gay da Bahia, só em 2016, 343 lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros foram assassinados no Brasil, um número ainda maior em comparação ao ano anterior, quando 318 mortes foram contabilizadas, a partir de publicações da imprensa. Apenas 60 dos 343 assassinatos foram desvendados pelas autoridades, um índice de 17%.

"Nós queremos um reconhecimento de existência. Enquanto o Congresso fechar os olhos para o que ocorre com a comunidade LGBT, nós continuaremos sofrendo com a violência que nos mata e silencia em todos os locais da sociedade", afirma a organização do evento. "Procuramos ser reconhecidos como pessoas que estudam, amam e vivem como qualquer outra em um ambiente democrático. Desde 1990 a homossexualidade não é considerada uma doença e vamos às ruas para dialogar com o povo".