Movimentos sociais ocuparam a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) na manhã desta quarta-feira (23) para protestar contra a violência policial que estaria sendo empregada contra moradores de ocupações da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Os manifestantes entraram na reunião ordinária da Comissão dos Direitos Humanos e os deputados presentes concordaram em ouvi-los, criando no momento uma audiência pública.

Durante a audiência, os manifestantes fizeram relatos sobre possíveis casos de violência policial e solicitaram à comissão para interceder por um encontro entre movimentos e governador Fernando Pimentel, para debater sobre o assunto.

“A Polícia Militar é muito hostil contra as ocupações. Há um histórico de violência policial nos últimos três anos. Um dos casos mais recentes aconteceu há três meses em uma reintegração de posse em Brumadinho. Nessa ação, um policial atirou com bala de borracha na boca de um adolescente de 14 anos, que teve de passar por cirurgia”, relata Lacerda Campos, coordenador do movimento Luta Popular.

Segundo o movimento, houve casos de violência nas ocupações Izidora, William Rosa, Marião, Maria Bonita, Maria Vitória, Maria Guerreira, Temer Jamais e Manoel Aleixo.  

A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) afirma que capacita o policial militar para atuar em ambientes operacionais de distúrbios e minimizá-los ao máximo, sem danos ao patrimônio e às pessoas. De acordo com a corporação, os policiais também são treinados para conhecer os tipos de público envolvidos em movimentos de massa, e ser capaz de avaliar, rapidamente, o quadro do distúrbio para desencadear ações para respostas satisfatórias que envolvam conflitos sociais. Os militares participam de atividades teóricas e práticas com noções históricas de Operações de Choque, Técnica, Tática e Legislação Aplicadas às Operações de Controle de Distúrbios, Defesa Pessoal, Instrumentos de Menor Potencial Ofensivo, Treinamento Físico de Choque e Policiamento de Eventos.