O Ministério Público Federal em Uberaba (MPF/MG) condenou três pessoas que roubaram uma agência dos Correios em Comendador Gomes, no Triângulo Mineiro. Os acusados levaram R$ 52.588,02 do banco, em 4 de setembro de 2015.

J.F.S. recebeu pena de 11 anos, dois meses e 12 dias de prisão; M.G.S., pena de três anos, seis meses e 20 dias de reclusão; e V.S.O., quatro anos de reclusão. Além disso, eles terão de indenizar os Correios em um valor correspondente à quantia roubada no assalto. 

Segundo a denúncia do MPF/MG, o assalto ocorreu por volta das 11h45, quando os acusados chegaram à agência dos Correios em um carro conduzido por M.G.S., que ficou no veículo. J.F.S., líder do grupo, juntamente com V.S.O, entrou na agência e rendeu uma funcionária, que foi levada para a sala onde ficava o cofre. Ela foi forçada a abri-lo.

Além do dinheiro que estava no cofre, os assaltantes também subtraíram os valores que estavam no caixa da agência. Durante todo o assalto, V.S.O. ficou em contato com M.G.S. por meio do celular, para garantir a fuga. Ao saírem, os acusados deixaram a funcionária amarrada e amordaçada no interior da agência.

Após o assalto, os acusados ratearam o valor obtido no roubo, ficando J.F.S. com a maior parte, cerca de R$ 28 mil, enquanto V.S.O. ficou com 
aproximadamente R$ 16 mil e M.G.S. com o restante, cerca de R$ 8 mil. Com a ajuda de testemunhas e imagens de segurança, a investigação policial identificou os assaltantes. 

Penas

Por ter antecedentes criminais diversos – homicídio, furto qualificado, associação criminosa e denunciação caluniosa -, J.F.S. não poderá recorrer 
em liberdade e deverá continuar em prisão preventiva.

Em relação aos outros dois réus, por entender aplicável o artigo 44, incisos I a III do Código Penal, o juiz substituiu a pena privativa de liberdade por duas restritivas de direito: pagamento de prestação pecuniária no valor de três salários-mínimos para M.G.S. e de quatro salários para V.S.O., a serem doadas a uma entidade assistencial; e o pagamento de 42 e 48 dias-multa, respectivamente.