Quem nunca teve a curiosidade de relembrar o barulhinho do interior do útero materno, ouvir sons emitidos pelos animais dos diversos biomas brasileiros e conhecer as partes mais profundas e geladas do oceano? A chance de fazer tudo isso e ainda interagir com o meio ambiente se tornará possível a partir desta quarta-feira (4).
 
A experiência de poder se relacionar, tocar e compreender melhor as etapas do desenvolvimento fetal e as sensações por meio do tato, visão e audição são apenas parte das surpresas guardadas pelo Museu Itinerante Ponto UFMG, que percorrerá todo o Estado a partir da semana que vem.
A inauguração do projeto, que vem sendo desenvolvido há cerca de seis anos, será na quarta-feira, a partir das 9hs, na praça de serviços do campus Pampulha da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A entrada é gratuita. 
 
“Nossa ideia é unir a comunidade em um projeto que traz uma nova perspectiva de trabalho e aprendizagem da ciência e da tecnologia. Algo muito especial, que reúne várias áreas de conhecimento com um objetivo único, de explicar os fenômenos de maneira mais prática, rompendo crenças e mitos”, explica a coordenadora do projeto e diretora do Centro Pedagógico da UFMG, Tânia Margarida Lima Costa.
 
O museu foi montado em uma espécie de ônibus. Ao chegar às cidades visitadas, ele se instalará de forma semelhante a um circo da Fórmula 1. Por dentro, o museu tem cinco ambientes de exposições e uma sala para projeção em 3D. Do lado de fora serão apresentadas 30 experiências de naturezas distintas, como química, física e geografia. Juntos, os ambientes somam uma área aproximada de 800 metros quadrados. 
 
Pelo menos 200 municípios mineiros demonstraram interesse em receber a exposição itinerante.