Mapear a movimentação da cidade e identificar a fragilidade de segurança de estabelecimentos bancários e rotas de fuga. Essas são algumas das estratégias utilizadas por uma quadrilha especializada em ataques a bancos na região Norte de Minas. Quatro suspeitos foram presos nesta terça-feira (14) durante uma força-tarefa realizada entre o Ministério Públicos de Minas Gerais (MPMG) e as polícias Civil e Militar.

As investigações começaram em setembro deste ano após ataque a um estabelecimento bancário em Capitão Enéas. “Na época, um suspeito de 23 anos foi baleado em confronto com a polícia e capturado. Ele acabou confessando a participação no ataque ao banco. A partir daí conseguimos mapear e identificar as ações dos demais integrantes do bando”, explica o subcoordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) MPMG, Flávio Márcio Lopes Pinheiro.

Segundo a Promotoria, o mesmo grupo havia sido preso em 2014 pela prática do mesmo crime. “Na época, parte do grupo foi identificado e preso por ataques a bancos da região, mas as ações eram em pequenas proporções e logo foi desarticulado”, complementa o promotor.

Desta vez, para identificar possíveis alvos, a quadrilha tinha uma nova estratégia de ação: identificar os pontos de vulnerabilidade de cidades próximas a Montes Claros. “Cada um tinha uma função específica dentro do bando. Isso facilitava na hora de planejar os ataques”, destaca o chefe de Departamento da Polícia Civil, Renato Nunes Henriques.

Entre os suspeitos, estava um rapaz que cumpria prisão em regime semi-aberto. Ele, segundo as investigações, seria o responsável por “visitar” as localidades que sofreriam as ações criminosas. “O suspeito visitava as cidades, identificava onde era os destacamentos policiais, quanto tempo a cidade ficava sem policial, as rotas de fuga e precariedade de sistema de segurança das agências bancárias”, explica o delegado.

Para a ação, a estrutura bélica também era alta: armamento de grosso calibre e em grande parte das vezes, produzidos em torneiros mecânicos da região. “Para nossa surpresa, muitas armas que foram apreendidas eram de fabricação caseira e produzidas em zonas rurais da região. Os explosivos eram adquiridos de outras quadrilhas que roubavam empresas que detinham de autorização para uso e comercialização de dinamites na região”, esclarece o delegado Renato Nunes.

Outros três homens de 26,27 e 31 anos também foram presos durante a operação. Ainda de acordo com a polícia, outros dois homens seguem foragidos. A suspeita da polícia é a de que este grupo tenha praticado, pelo menos, quatro ataques a estabelecimentos bancários na região Norte de Minas.

A polícia não divulgou os valores angariados pela quadrilha nos ataques a bancos promovidos na região. Agora, a polícia investiga para onde foi o dinheiro. “Sabemos que uma parte dos valores roubados alimentava o tráfico de drogas e a aquisição dMapear a movimentação da cidade e identificar a fragilidade de segurança de estabelecimentos bancários e rotas de fuga. Essas são algumas das estratégias utilizadas por uma quadrilha especializada em ataques a bancos na região Norte de Minas. Quatro suspeitos foram presos nesta terça-feira (14) durante uma força-tarefa realizada entre o Ministério Públicos de Minas Gerais (MPMG) e as polícias Civil e Militar.

As investigações começaram em setembro deste ano após ataque a um estabelecimento bancário em Capitão Enéas. “Na época, um suspeito de 23 anos foi baleado em confronto com a polícia e capturado. Ele acabou confessando a participação no ataque ao banco. A partir daí conseguimos mapear e identificar as ações dos demais integrantes do bando”, explica o subcoordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) MPMG, Flávio Márcio Lopes Pinheiro.

Segundo a Promotoria, o mesmo grupo havia sido preso em 2014 pela prática do mesmo crime. “Na época, parte do grupo foi identificado e preso por ataques a bancos da região, mas as ações eram em pequenas proporções e logo foi desarticulado”, complementa o promotor.

Desta vez, para identificar possíveis alvos, a quadrilha tinha uma nova estratégia de ação: identificar os pontos de vulnerabilidade de cidades próximas a Montes Claros. “Cada um tinha uma função específica dentro do bando. Isso facilitava na hora de planejar os ataques”, destaca o chefe de Departamento da Polícia Civil, Renato Nunes Henriques.

Entre os suspeitos, estava um rapaz que cumpria prisão em regime semi-aberto. Ele, segundo as investigações, seria o responsável por “visitar” as localidades que sofreriam as ações criminosas. “O suspeito visitava as cidades, identificava onde era os destacamentos policiais, quanto tempo a cidade ficava sem policial, as rotas de fuga e precariedade de sistema de segurança das agências bancárias”, explica o delegado.

Para a ação, a estrutura bélica também era alta: armamento de grosso calibre e em grande parte das vezes, produzidos em torneiros mecânicos da região. “Para nossa surpresa, muitas armas que foram apreendidas eram de fabricação caseira e produzidas em zonas rurais da região. Os explosivos eram adquiridos de outras quadrilhas que roubavam empresas que detinham de autorização para uso e comercialização de dinamites na região”, esclarece o delegado Renato Nunes.

Outros três homens de 26, 27 e 31 anos também foram presos durante a operação. Ainda de acordo com a polícia, outros dois homens seguem foragidos. A suspeita da polícia é a de que este grupo tenha praticado, pelo menos, quatro ataques a estabelecimentos bancários na região Norte de Minas.

A polícia não divulgou os valores angariados pela quadrilha nos ataques a bancos promovidos na região. Agora, a polícia investiga para onde foi o dinheiro. “Sabemos que uma parte dos valores roubados alimentava o tráfico de drogas e a aquisição de armamentos. Agora queremos identificar quem são essas pessoas envolvidas nesses crimes”, explica o subcoordenador do Gaeco do MPMG, Flávio Márcio Lopes Pinheiro.e armamentos. Agora queremos identificar quem são essas pessoas envolvidas nesses crimes”, explica o subcoordenador do Gaeco do MPMG, Flávio Márcio Lopes Pinheiro.