Para justificar o trote com cunho racista e teor nazista praticado por estudantes de direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), um estudante identificado como Caio Bertola Queiroz disse à imprensa nessa quarta-feira (19) que os alunos têm amigos negros e que o símbolo da Atlética do curso é um “macacão”.

Bertola tentou amenizar a repercussão negativa das duas fotos do trote divulgadas nas redes sociais dizendo que os alunos não tiveram intenção racista.

“Quando eles pintaram a caloura de escrava eles em momento algum quiseram ofender. Porque na faculdade nós temos amigos negros.

O símbolo da nossa atlética é um macacão, se ela fosse racista ela usaria isso para algo ruim”, afirmou.

Para estudante, prova de que alunos não são racistas é símbolo da Atlética: um macacão Record

Estudante Caio Bertola justificou trote polêmico feito por alunos do curso de direito da UFMG (Foto: Reprodução/Record)

No vídeo abaixo disponibilizado no canal “AtleticaUFMG” no YouTube há, de fato, o mascote da agremiação esportiva do curso de Direito da universidade identificado como “Vetusta", divulgado durante os Jogos Jurídicos de 2011. Uma das medidas pode ser a expulsão dos estudantes que lideraram o ato.

 

O estudante autor da declação polêmica também concedeu entrevista à Rede Record, nessa terça-feira (19), após a reunião realizada depois da criação da Comissão de Sindicância. "Enquanto pintou um de azul, representando o Avatar, pintou o outro de um outro personagem, pintaram ela como um personagem brincando. Nunca imaginaram que aquilo poderia ser interpretado por fora como racista", defendeu Queiroz. Se por um lado, alguns alunos enxergaram o ato como brincadeira, outros acham que os autores do trote devem ser punidos. A comissão está apurando quais procedimentos serão realizados após o polêmico trote. A expulsão dos responsáveis não é descartada.