O pastor Sidney Eduardo Benjamin e o advogado Luiz Astolfo Sales Bueno vão a júri popular, a partir das 8h30, na segunda-feira (29), em Belo Horizonte. Os dois integram o “Bando da Degola, grupo acusado de assassinar dois empresários, no bairro Sion, região Centro-Sul da capital, em abril de 2010. O garçom Adrian Gabriel Grigorcea foi condenado, em 14 de julho deste ano, a 30 anos de prisão por dois homicídios triplamente qualificados e formação de quadrilha. 
 
A sessão será realizada no 2º Tribunal do Júri do Fórum Lafayette e será presidida pelo juiz substituto Alexandre Cardoso Bandeira. O Ministério Público será representado pelo promotor José Geraldo de Oliveira.
   
A expectativa é de que sejam ouvidas 14 testemunhas, antes do interrogatório dos réus. Além de Grigorcea, outros três envolvidos nesses homicídios já foram condenados. O mentor dos crimes, o estudante Frederico Flores, foi condenado, em setembro de 2013, a 39 anos de prisão por homicídio qualificado, sequestro e cárcere privado, extorsão, destruição e ocultação de cadáveres e formação de quadrilha. Ao aplicar a pena, o juiz considerou a semi-imputabilidade atestada pelo laudo pericial e acolhida pelos jurados, e a confissão espontânea do acusado. O ex-policial militar Renato Mozer e o estudante Arlindo Soares Lobo também já foram condenados a penas de 59 e 44 anos de prisão, respectivamente. 
 
Será julgando ainda o policial André Luiz Bartolomeu, em 29 de janeiro de 2015 o julgamento do policial. Já a médica Gabriela Corrêa Ferreira da Costa está com júri marcado para 30 de outubro de 2014.
  
 
Entenda o caso
 
De acordo com a denúncia do Ministério Público, o garçom foi o responsável por atrair o genro, Rayder Rodrigues, de 39 anos, ao apartamento de Frederico Costa Flores Carvalho. O dono do imóvel e mais dois policiais militares, entre eles André Bartolomeu, amarram e torturam Rayder para conseguir informações sobre contas bancárias das lojas dele.
 
O sócio de Rayder, Fabiano Ferreira Moura, de 36 anos, também foi levado ao apartamento. Ambos foram assinados no local. As vítimas ainda tiveram os dedos e cabeças cortados, para dificultar a identificação. Os corpos foram jogados em uma estrada em Nova Lima, na Região Metropolitana.
 
No dia seguinte, de acordo com o MP, os réus se reuniram para limpar a cena do crime e realizar um churrasco no apartamento.