O aumento salarial exigido pelos professores das Unidades Municipais de Educação Infantil (Umeis) não será atendido pela prefeitura de Belo Horizonte. Em coletiva realizada na tarde desta segunda-feira (23), a secretária de educação, Ângela Dalben, afirmou que atender a reivindicação de imediato "é impossível", devido a limitações financeiras do executivo municipal. 

A greve das Umeis iniciada na manhã desta segunda-feira tem 27 unidades completamente paralisadas, segundo balanço da própria secretaria.

Durante a manhã, os manifestantes fecharam uma das vias da avenida Afonso Pena e foram dispersados pela Polícia Militar com jatos d'água e gás lacrimogêneo. 

O prefeito Alexandre Kalil afirmou na coletiva que "não manda na polícia" e classificou o ato como um movimento "político" e feito por um grupo que não representa a maioria dos professores. "A prefeitura foi avisada e organizou junto com a BHTrans o espaço para que os manifestantes viessem. Lamentavelmente, contrariando os interesses dos professores, o sindicato promoveu o fechamento total de uma das principais avenidas de Belo Horizonte. Foi uma ação premeditada, política", afirmou.

Projeto de Lei

A melhoria salarial para os professores da educação infantil depende da aprovação do Projeto de Lei 442/2017, que tramita na Câmara Municipal, de acordo com o secretário Municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão, André Reis. 

Na proposta, os professores com nível superior poderão ganhar até 3 níveis na carreira e ter um ganho de até 15% no salário. De acordo com Reis, os valores médios pagos a professores com carga horária de 45 horas semanais atualmente são R$ 3.409,05, para ensino infantil, e R$ 7.522,39, para ensino fundamental. 

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