Como será a locomoção dos moradores da região metropolitana da capital nos próximos 30 anos? As pessoas utilizarão mais o transporte coletivo? Terão condições de ir de bicicleta aos destinos ou o carro particular seguirá como sonho de consumo? Essas são algumas questões que o Plano de Mobilidade da Grande BH, que acaba de entrar na fase de participação popular, tentará responder.

O documento irá basear os investimentos já feitos pelo Governo do Estado. “Vai apontar as prioridades e o rumo a seguir. O que já sabemos é que não há possibilidade de ser apenas um modal, tudo precisará ser interligado, mas é preciso planejamento”, afirma a diretora-geral da Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte, Flávia Mourão.

O plano começou a ser feito no início de outubro e teve a consulta pública lançada ontem, durante a VI Conferência Metropolitana da Região Metropolitana de BH. A população poderá encaminhar sugestões pelo site da agência (agenciarmbh.mg.gov.br).

Revisão de projetos

Assessora técnica da Subsecretaria de Estado de Regulação de Transportes, Joana Brasil, frisa que projetos engavetados desde a década de 1970 serão reformulados, levando em conta a realidade atual. Alguns assuntos que deverão ser retomados são a ampliação do metrô e a criação de mais terminais metropolitanos. 

O foco, explica Joana, será o transporte coletivo. Hoje, uma das preocupações é o aumento da frota de veículos particulares. Só na avenida do Contorno, na capital, segundo a BHTrans, circulam 500 mil carros e 1,4 milhão de passageiros no transporte público. 

O prefeito de Ibirité, William Parreira, espera que o município seja beneficiado com as mudanças. “Nós não temos uma linha que ligue a cidade à Betim. As pessoas que trabalham lá gastam uma hora e 40 minutos para chegar, sendo que poderiam levar só 30, e fica mais caro porque utilizam dois ônibus”.