O policial militar Gilberto Novaes, suspeito de matar a ex-companheira Sthefania Ferreira, de 29 anos, e sequestrar a filha, de quatro anos, tentava adquirir documentos falsos em Belo Horizonte para seguir em fuga quando foi preso. 

O homem foi localizado nas imediações do Shopping Oiapoque, na região central da capital após trabalhos de inteligência da PM, com homens à paisana que o aguardavam. 

No período em que esteve foragido na capital, o PM dormiu em um motel com a filha. Segundo o porta-voz da PM, major Flávio Santiago, ainda não dá para precisar por quanto tempo ele esteve na capital nem para onde iria.

A criança não está ferida e recebe apoio psicológico no momento. A família da mãe da menor está a caminho de BH e acompanhará os exames no Instituto Médico Legal (IML), para checagem da integridade física da vítima. Ela será liberada ainda nesta quinta-feira para voltar para o interior com a família. 

Já Novaes deverá responder criminalmente por homicídio e administrativamente, com a exoneração da PM, de onde estava afastado há três meses por problemas psicológicos.

Assista ao vídeo da prisão:

Caso

De acordo com a PM, Gilberto Novaes, que tem 35 anos, disparou vários tiros contra a ex-companheira. Logo depois, pegou a filha e fugiu em um Fiat Palio cinza escuro pela BR-040. 

Na hora do crime, Sthefania estava em casa com o namorado, esperando a entrega de um lanche. Foi quando o motoboy chegou que Gilberto aproveitou para entrar na residência. O companheiro da vítima tentou impedir, mas quando ouviu os disparos recuou para se esconder. Uma vizinha de 56 anos, que também escutou os disparos, foi até o local do crime e viu o homem saindo com a filha nos braços, mas não conseguiu evitar a fuga.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas quando chegou Sthefania já estava morta. O militar é lotado no 29º BPM, em Poços de Caldas, mas trabalhava em Campestre, uma cidade vizinha.

Ameças

Conforme relatado pela vizinha à polícia, Sthefania recebia ameaças constantes, tanto pessoalmente, quanto por telefone. De acordo com a corporação, por conta de frequentes brigas, a polícia fazia "visitas tranquilizadoras" à casa. O celular da vítima foi levado pela PM para ajudar na investigação do caso.

No boletim de ocorrência há ainda a informação de que o veículo usado na ação era emprestado. O dono do carro era um amigo, para o qual ele disse que iria encontrar com a namorada.

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