A Polícia Civil investiga o caso de um estupro envolvendo uma adolescente de 16 anos no bairro Dona Clara, região da Pampulha, na quinta-feira (18). A mãe da jovem foi quem denunciou o caso à polícia nesta sexta-feira (19), após procurar assistência médica.

Segundo relatos da mãe da adolescente, a jovem teria sido ameaçada por um jovem de 23 anos, que a levou até um campo de futebol ao lado da Escola Estadual Coronel Juca Pinto, onde a adolescente estuda.

No local, o suspeito teria obrigado a vítima a praticar sexo oral. O ato foi filmado pelo suspeito e por um adolescente de 16 anos. Após o crime, a jovem teria sido liberada e, ao chegar em casa, relatou à mãe o que havia ocorrido. “A mãe então procurou assistência médica para a filha e foi até a Delegacia da Polícia Civil, mas foi orientada a chamar a PM para o registro de ocorrência”, contou o aspirante do 13º Batalhão de Polícia Militar Max Xavier Martins.

A versão foi contestada pelo suspeito, que alegou que o ato teria ocorrido com o consentimento da adolescente, sendo ainda permitida a filmagem. “Os suspeitos negam que teriam coagido a vítima. De qualquer forma, eles responderão por armazenamento de imagem sexual envolvendo menor”, explica o aspirante.

Os celulares dos envolvidos foram apreendidos e todos foram encaminhados para o Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Autor de Ato Infracional (CIA-BH). Segundo os suspeitos, não houve compartilhamento do vídeo. 

Resposta

Em nota, a Secretaria de Estado de Educação (SEE) informou que tomou conhecimento nesta sexta-feira (19) do fato ocorrido nas proximidades da Escola Estadual Coronel Juca Pinto. “A direção da escola foi procurada pela mãe da estudante de 16 anos, que denunciou que a filha foi abusada sexualmente por um rapaz, que é aluno do 3º ano do ensino médio da escola e maior de idade, e que o ato foi filmado por outro adolescente, que também é aluno da instituição”.

Segundo a SEE , o caso não ocorreu nas dependências da escola e, de acordo com a mãe da estudante, a filha foi levada a um local isolado na região, após a saída da escola, por três pessoas.

A diretora informou que a própria mãe da aluna acionou a Polícia Militar, que, de posse do vídeo com as imagens do ato, apreendeu o responsável. As investigações sobre a ocorrência ficam a cargo dos órgãos responsáveis.

“A Superintendência Regional de Ensino Metropolitana C, responsável pela coordenação da escola, orientou a direção a entrar em contato com pais dos dois estudantes envolvidos, inclusive o menor de 16 anos que supostamente gravou as imagens no celular, para esclarecimento e para que sejam discutidas as medidas disciplinares que possam ser tomadas. Além disso, a diretora passou por todas as salas de aula, conversou com os estudantes e professores sobre a situação, de forma a retomar as atividades normais da instituição e dar mais tranqüilidade para os alunos. A equipe de inspeção da Metropolitana C está acompanhando a escola durante e também orientou a direção a oferecer todo o suporte necessário à aluna”.