A Polícia Civil realizou, nesta quarta-feira (8), em Frutal, no Triângulo Mineiro, a reconstituição da morte de Kelly Cadamuro, de 22 anos, que combinou carona por meio do WhatsApp e foi assassinada no dia 1º de novembro. 

De acordo com a PC, todos os elementos colhidos até agora apontam para a conclusão de latrocínio, que é o roubo seguido de morte, sendo que o suspeito agiu sozinho e não conhecia a vítima, escolhida de forma aleatória. Ainda conforme a PC, há indícios de estupro, apesar do suspeito ter negado; mas só os laudos vão poder comprovar. 

Jonathan Pereira do Prado, de 33 anos, que confessou ter matado a jovem, participou da reconstituição com o rosto coberto e com colete à prova de balas. 

Além da Polícia Civil, da Perícia Criminal e da Seap (Secretaria de Estado de Administração Prisional), o promotor criminal Frabrício Costa Lopo, do Ministério Público em Frutal, também acompanhou a reconstituição. 

A expectativa é que outras testemunhas, entre elas, integrantes do grupo de caronas, sejam ouvidas pelo delegado Bruno Giovanini de Paulo, responsável pela investigação, ainda nesta semana.  O inquérito está em fase final e deve ser concluído nos próximos dias.  

A ação foi acompanhada pela equipe de reportagem da Rádio 97 FM - Pontal Online, que registrou todos os passos do suspeito até a morte de Kelly (confira abaixo a galeria de fotos). ​

O dia do crime

A radiologista Kelly foi morta na noite da última quarta-feira (1º), depois de combinar pelo aplicativo WhatsApp uma carona com um casal de São José Rio Preto, no interior paulista. Ela ia visitar o namorado, um engenheiro civil, em Itabagipe, no Triângulo Mineiro, e postou a viagem no grupo. Um casal se ofereceu para dividir a despesa, mas só apareceu o homem. 

Durante o percurso, ela falou com o namorado, por mensagem, quando parou para abastecer o carro, em um posto da Rodovia Transbrasiliana (BR-153). Minutos depois, câmeras instaladas em uma praça de pedágio registraram a passagem do carro dirigido pela jovem no sentido da cidade mineira e, algum tempo depois, retornando em sentido contrário, com um homem ao volante. 

O veículo foi achado sem as rodas, som e equipamentos, em uma estrada rural entre Rio Preto e Mirassol. E o corpo da jovem estava seminu,com as mãos amarradas, marcas de estrangulamento, com a cabeça mergulhada em um córrego. A calça que usava foi achada a três quilômetros do local. A perícia vai indicar se ela sofreu violência sexual.

Presos

Na sexta-feira (3), a polícia prendeu Jonathan Pereira do Prado, que confessou ter entrado no grupo de caronas com a intenção de roubar a jovem. Ele estava foragido de uma unidade prisional desde março deste ano. 

Outro suspeito, Luis Cunha, teria ajudado matar a jovem e o terceiro, Daniel Teodoro da Silva, comprou o celular e outros objetos roubados dela. Os três foram presos durante a madrugada, em bairros distintos de São José do Rio Preto, e já tinham passagens por roubos. 

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