Os três policiais da equipe de Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam) que mataram quatro homens na noite da última sexta-feira (17) em Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, já estão de volta aos seus postos. De acordo com a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), eles teriam agido em legítima defesa e poderão trabalhar enquanto aguardam julgamento.

Em entrevista coletiva, o tenente-coronel da Rotam, Glaucio Porto Alves, explicou que o tiroteio aconteceu durante uma ação que investigava o tráfico de drogas na região. 

Após denúncias de populares, os agentes chegaram a cerca de oito suspeitos. A corporação foi atrás dos homens e chegou a tentar uma abordagem, mas eles correram para dentro do aglomerado que existe no local e se esconderam em uma área de mata.

“Nesse matagal houve uma abordagem de uma segunda viatura Rotam. Essa viatura deu ordem de parada para esses infratores, que estavam armados. Eles se negaram a parar, fizeram disparos de arma de fogo contra os policiais e os policiais, para defenderem as próprias vidas, tiveram que atirar contra eles”, afirmou o tenente-coronel.

De acordo com ele, quatro suspeitos foram atingidos e todos os outros fugiram. As armas usadas pelos homens foram apreendidas junto com a munição. Em relação aos feridos e aos policiais, o Glaucio relata que todo o procedimento padrão foi realizado.

“No local nós acionamos perícia, a corregedoria acompanhou todos os fatos, eles foram conduzidos ao quartel para as providências da polícia judiciária militar. Foram autuados no quartel, entendeu-se a justiça que eles teriam que ser liberados e foram liberados ao meio-dia de sábado (18)”.

O tenente-coronel lembra que os suspeitos possuem passagem na polícia. “Todos eles prontoreados. Dos três, um deles, informações de populares, já foi abordado a apreendido inúmeras vezes, mas nós não encontramos notações criminais. Mas as pessoas no ambiente disseram que todos eles eram envolvidos diretamente com tráfico de armas e drogas”.

Agora, Glaucio diz que as diligências ficarão por conta da Polícia Civil, que realizará a investigação e colherá as demais informações sobre o caso.

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