Um piquenique na praça do Papa, no bairro Mangabeiras, zona Sul da capital, somente com alimentos sem glúten, foi realizado neste domingo (8). Essa foi a forma que um grupo de 20 pessoas portadoras da doença celíaca (resistência à alimentos com a proteína) encontrou para chamar a atenção para essa disfunção genética. Eles alertam que muitas pessoas podem ter a doença sem saber.

Foi o caso da advogada Ana Cristina Drumond, que chegou a pesar 33 quilos. “Não tive diarreia, que é o principal motivo de desconfiança dos médicos. Fui perdendo muita massa muscular e ficando irritada demais. Perdi tanto peso, que meu pai chegou a preparar a minha filha para o pior. Agora, com a dieta sem glúten, estou bem e com muita disposição”, ressalta.

A doença não tem cura e só pode ser controlada seguindo uma dieta sem glúten. A proteína está presente em alimentos que levam trigo, centeio, cevada, aveia ou malte.
A presidente da Associação de Celíacos do Brasil Seção Minas Gerais, Ângela Pereira Diniz, afirma que existem muitas dificuldades para os celíacos. “Alguns não são convidados para festas porque não podem comer coisas do cardápio. Somente quem sofre com o problema é que pensa em alimentos alternativos para nossa dieta. Há pessoas que falam que temos frescura para comer”, diz.

A intolerância ao glúten pode aparecer em qualquer faixa etária e apresenta um conjunto de sintomas específicos que facilita o diagnóstico médico.