Produtores de Queijo Minas Artesanal da região Oeste do Estado, a partir de agora, poderão vender o item típico em outros pontos do país. Os fabricantes receberam o certificado do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA).

“Se tem uma coisa importante para nós, mineiros, é o queijo. Não porque a gente gosta de comer queijo, a gente gosta. Mas ele faz parte da nossa cultura, da nossa história, e nós temos orgulho muito grande, porque nós temos algumas regiões, e a principal delas é a Canastra, com certificação de origem. Igual aos dos queijos franceses”, afirmou Fernando Pimentel, durante a entrega do registro aos produtores de São Roque de Minas.

Receberam o documento os fabricantes João Carlos Leite, da Queijaria Roça da Cidade, Onésio Leite Silva, da Queijaria do Onésio, e Arnaldo Adams Ribeiro Pinto, do Queijo Vale da Gurita. Ao todo, Minas possui cinco queijarias e dois entrepostos cadastrados para vender o produto para outros estados.

“Identificamos aqui a mesma bactéria do queijo camembert, na França. Dentro de pouco tempo, vamos competir com os melhores do mundo”
Fernando Pimentel
Governador de Minas

Para o prefeito de São Roque de Minas, Roldão de Faria Machado certificar os produtores de Queijo Minas Artesanal é uma demanda antiga. Esse certificado, hoje, é igual a uma medalha de ouro, ao primeiro lugar no pódio”, destacou reafirmando a importância da valorização dos produtores na região.

Espera

O produtor João Carlos Leite, presidente da Associação dos Produtores de Queijo Canastra (Aprocan), afirma ter passado por uma verdadeira luta, nos últimos 20 anos, até conseguir o certificado. 

“Essa é uma data histórica para o Queijo Minas Artesanal, que já tem mais de 300 anos de tradição. A cultura mineira nasceu junto com o queijo e, agora, está tendo o reconhecimento. Agora a gente entende que existe uma política de Estado para valorizar este produto cultural e imaterial de Minas”, afirmou.

Para o secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Pedro Leitão, a produção de queijo em São Roque de Minas, bem como em toda a região da Serra da Canastra, têm importância econômica e social.

“A Serra da Canastra tem, para nós, esse simbolismo. Da simplicidade e do trabalho, mas não do simplório. Sabemos que o governo precisa avançar mais na legislação, na assistência técnica, mas pensar que de cada três pessoas em São Roque, uma vive do queijo, significa muito para nós. Minas tem um caminho para se desenvolver e ele passa pela agricultura”, disse.