As professoras da rede municipal de ensino infantil de Belo Horizonte decidiram, na tarde desta segunda-feira (4), em assembleia geral, realizada em frente à sede da prefeitura da capital, manter a greve da categoria, que já dura 43 dias.

De acordo com a assessoria de comunicação do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-REDE/BH), entidade que representa a categoria, a decisão de manter a greve aconteceu após o prefeito Alexandre Kalil cancelar a reunião que estava marcada com representantes do sindicato para mais uma rodada de negociação.

Ainda de acordo com a assessoria do Sind-REDE/BH, a categoria estava disposta a encerrar a greve para negociar, mas, como o prefeito não recebeu os representantes do comando de greve, o movimento foi mantido.

As professoras do ensino infantil de Belo Horizonte reivindicam a unificação da carreira e equiparação dos salários com os trabalhadores do ensino fundamental do município.

Procurada, a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), através da Secretaria Municipal de Educação (SMED), informou que vai emitir uma nota em conjunto com a Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão (SMPOG), nos seus próprios meios de comunicação.

No último posicionamento sobre a greve dos trabalhadores do ensino infantil municipal, a PBH, por meio da sua assessoria, informou que novas negociações serão feitas após o retorno às aulas.

Anteriormente, a prefeitura informou ainda que acatar a reivindicação da categoria representa um aumento de 55% na folha de pagamentos e impacto de R$ 80 milhões por ano nos cofres municipais. Medida que seria “incompatível com a capacidade financeira da PBH”.

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