Os professores da rede estadual de ensino realizaram, nesta quarta-feira (16), uma paralisação e manifestação pelas ruas do Centro de Belo Horizonte. De acordo com o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE-MG), os profissionais protestam contra parcelamento e atraso de salários. Profissionais da saúde também participaram do ato.

Nesta terça-feira (15), o governo de Minas Gerais anunciou que a primeira parcela do salário referente a abril será paga nesta sexta-feira (18). Por meio de nota, a Secretaria de Estado de Fazenda informou que a decisão de parcelar os salários dos servidores está ligada à atual crise econômica que levou o governo a decretar estado de calamidade financeira.

Segundo a secretaria, as datas estabelecidas no parcelamento estão diretamente relacionadas à possibilidade real de desembolso do Tesouro Estadual, considerando-se a entrada de recursos, sempre priorizando o compromisso de pagamento da folha. "Quanto a alteração da data da primeira parcela do pagamento de abril, a decisão foi necessária tendo em vista a análise preliminar da lista de servidores com supostos acúmulos de função apontados pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE)", diz a nota.

A Secretaria de Estado de Educação (SEE) informa que foi notificada pelo Sind-UTE sobre a paralisação da categoria realizada nesta quarta-feira (16/05). No balanço da paralisação, 989 escolas informaram que estavam com as atividades totalmente paralisadas, de um total de 3.461 unidades escolares do Estado.

Rede Municipal

Os professores em greve da rede municipal de ensino infantil, em greve desde o dia 23 de abril, realizaram uma assembleia em frente à Prefeitura de Belo Horizonte, na avenida Afonso Pena, na tarde desta quarta. Decidiram manter a greve, que tem como pauta principal a equiparação salarial com os profissionais da educação fundamental.

Já os professores do ensino fundamental da rede municipal devem entrar em greve a partir desta quinta-feira (17). Eles querem uma mudança no tempo investido no planejamento de aulas, que hoje é de cinco horas semanais – para os profissionais, o ideal é que sejam sete. Também são solidários à pauta de equiparação salarial entre os educadores das redes de ensino infantil e fundamental.

Sobre a negociação salarial 2018 dos professores para a educação infantil, a Prefeitura de Belo Horizonte informa que o Município já chegou ao seu limite orçamentário em relação à implementação da proposta de até 21,5% de aumento, com impacto anual de R$ 15 milhões, e aguarda o fim da greve para tratar de novos avanços.