Os professores do Ensino Fundamental decidiram pela manutenção da greve, inciada nesta quinta-feira (17), apesar da proposta da Prefeitura de Belo Horizonte de atender a reivindicação quanto à implementação do tempo de sete horas da jornada semanal para o planejamento extraclasse. Caso a prosposta fosse aceita pelos professores durante a assembleia realizada nesta tarde, o Executivo enviaria um Projeto de Lei à Câmara Municipal, reduzindo a jornada semanal, que hoje prevê 22 horas e 30 minutos, para 21 horas, sem redução de salário. 

Na proposta da PBH, estava previsto ainda que 1/3 da jornada semanal, equivalente às 7 horas, seria utilizado para atividades extraclasse. Os 2/3 restantes, 14 horas, seriam dedicados à sala da aula. E o tempo de recreio estaria excluído da jornada de 21 horas, sendo um intervalo de descanso para o professor.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-Rede-BH), a proposta da prefeitura não foi rejeitada, mas a categoria ainda pleiteia a aplicação do reajuste do piso nacional da educação, que está em 6,81%, além de se juntar aos professores da Educação Infantil pela carreira única.

Uma nova assembleia foi marcada para a próxima quarta-feira (23), quando professores da Educação Infantil e do Ensino Fundamental vão se encontrar na Praça da Estação.

Educação Infantil

Nessa quarta (16), os professores da Educação Infantil de Belo Horizonte também decidiram pela manutenção da greve, que já dura mais de 20 dias. A principal reivindicação da categoria é a equiparação salarial com Ensino Fundamental. Porém, o prefeito Alexandre Kalil disse que só vai negociar com a categoria após o retorno ao trabalho. 

O Sind-Rede informou que vai apresentar uma nova proposta para a prefeitura de escalonamento para atingir a equiparação com a carreira do professor do Ensino Fundamental. A proposta é que no mês de junho os professores da rede infantil passem para o nível 5 da carreira; em dezembro, para o nível 8; e em julho de 2019, para o nível 10 da carreira.

Atualmente, um educador infantil em início de carreira recebe R$ 1.431 por 22,5 horas trabalhadas semanalmente. A proposta apresentada pela prefeitura no mês passado previa aumento de até quatro níveis na carreira para os profissionais formados em pedagogia ou normal superior e que não tiveram progressão por escolaridade, chegando a rendimentos de R$ 1.680,79. ​Para os docentes, o acréscimo de quase R$ 250 não é suficiente, e o ideal seria chegar aos R$ 2.252,42 iniciais do Ensino Fundamental.

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