Professores da rede estadual de ensino, paralisados desde terça-feira (23), saíram em passeata da  Faculdade de Belas Artes, no campus da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) na Pampulha e fecharam os dois sentidos da avenida Antônio Carlos. Cerca de 300 pessoas participam do protesto que parou o trânsito na região.  Inicialmente os manifestantes pretendiam se concentrar no entorno do Mineirão para o protesto. Mas o grande aparato policial e a concentração de pessoas que se dirigem para o estádio, onde nesta quarta-feira (24) acontece o amistoso entre Brasil e Chile, impossibilitou o protesto no local.

Para a coordenadora-geral do Sind-UTE/MG, Beatriz Cerqueira, a mobilização da categoria mineira mostra a insatisfação com a atual situação. “Os trabalhadores vão às ruas para lutar pelo pagamento do piso, pois este governo não valoriza e não respeita a educação”, disse. Caso as reivindicações não sejam aceitas até o fim de maio, há um indicativo de greve para o dia 5 de junho. Em 2011, os professores ficaram 112 dias paralisados.

Segundo a assessoria de imprensa do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), a paralisação pode ser maior, caso as negociações com a Secretaria de Estado de Educação não avancem. Os professores alegam que diversas reivindicações acordadas após o fim da greve de 2011 ainda não foram atendidas. O sindicato afirma que o plano de carreira não vem sendo respeitado e cobra a nomeação dos professores aprovados em concursos.

O Hoje em Dia conversou com a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Educação (SEE) que explicou que o concurso foi realizado no ano passado, com 13.993 vagas para professores e outras 7.384 para outros postos de trabalho. Devido ao grande contingente de pessoas e à burocracia necessária para a nomeação, os trabalhadores estão sendo nomeados em lotes. Até o momento, 4.761 professores de disciplinas diversas já estão exercendo suas funções.
 
Com relação à remuneração, atualmente um professor de nivel superior que acabou de entrar no Estado recebe pelo menos R$ 1.386  por 24 horas semanais. Esse valor, considerando o piso nacional de R$ 1.567 por uma carga de 40 horas, proporcionalmente é 47,42% maior, de acordo com informações da secretaria.

Atualizada às 19 horas