Depois do título, a festa. Agora patrimônio cultural da humanidade, o conjunto arquitetônico da Pampulha prepara uma série de celebrações e atividades culturais que devem se estender até o fim de agosto. A largada foi dada na noite de ontem em frente a Igreja São Francisco de Assis. 

Quem passar pela lagoa vai encontrar a capela, a Casa do Baile, o Iate Tênis Clube e o Museu de Arte da Pampulha (MAP) com iluminação nova e comemorativa. Já o espelho d’água recebeu canhões de luz que simulam os traços originais feitos por Oscar Niemeyer durante as projeções do conjunto na década de 1940. 

“Estamos potencializando a Pampulha enquanto produto turístico de visitação para BH e de atração de gente de fora. O objetivo maior é celebrar esse momento para a cidade”, diz o presidente da Fundação Municipal de Cultura (FMC), Leônidas Oliveira. 

A intenção é coincidir o fim das atividades com a visita da equipe da Unesco, que vem à cidade em agosto entregar o título simbólico à equipe responsável pela candidatura. Leônidas conta que está negociando com o órgão a data mais propícia para isso. “Depende da agenda de muita gente, ainda não chegamos a um acordo. Mas queremos que ela encerre as atividades com chave de ouro”.

Na sexta-feira, às 19h, outras três cidades mineiras donas do selo de patrimônio da humanidade homenageiam BH com apresentações na Praça Dino Barbieri, na Pampulha: o Coral da Cidade dos Profetas (Congonhas), a Vesperata de Diamantina e a Orquestra de Ouro Preto

No museu

A grade de atividades no MAP foi planejada para todos os domingos até 28 de agosto. A direção do local escolheu esse dia para coincidir com o fechamento do quarteirão realizado regularmente. “Vamos incentivar as pessoas a entrarem. Os espetáculos infantis acontecerão às 10h ainda na entrada do museu, onde a rampa vai ficar impedida para carros e propiciar uma contemplação melhor do local. Às 11h, os adultos terão atividades no auditório”, conta a diretora Carolina Andreazzi.

Atraindo cerca de 78.500 visitantes anualmente, o espaço de 14 mil metros quadrados será restaurado em breve. Enquanto isso, Carolina espera que o título sirva para que o belo-horizontino volte os olhares para a construção. “Estamos com uma exposição que explica as origens do museu. Queremos reavivar o sentimento de pertencimento do espaço na população”.

Mais atividades

Outro evento que promete levar visitantes aos monumentos da Pampulha é a exposição “JK e a modernidade”, na Casa do Baile, até 23 de agosto. Segundo[/TEXTO] o gestor do equipamento cultural, Guilherme Maciel Araújo, a trajetória de construção do complexo, narrada pelo prefeito da época, Juscelino Kubitschek (1902 – 1976), está exposta nas paredes do imóvel com frases ditas por ele.

Já a Belotur usará os dez jogos das Olimpíadas no Mineirão para promover a lagoa e outros destaques da capital.

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