Mais resiliente à crise que outros setores do varejo, o mercado de produtos e serviços para animais de estimação está em ascensão, já que muitos donos não abrem mão de cuidados e mimos para os pets. De olho nesta demanda, o empresário paulistano Sergio Zimerman, fundador da rede de megalojas Petz, recém-chegada a Belo Horizonte, espera faturar R$ 500 milhões em 2016, com todas as lojas espalhadas pelo país.

O animal de estimação é cada vez mais tratado como parte da família “e não sabe da alta do dólar”, brinca Zimerman. “O mercado pet foi afetado pela recessão, mas menos que outros segmentos. Pode ser comparado ao mercado de farmácia. O animal come, fica doente, tem as mesmas demandas, independentemente de crise”, disse. 

O faturamento de toda a rede em 2015 foi 18% maior que no ano anterior. Dentro da empresa, a expectativa para este ano é que o crescimento maior seja no setor de estética, 22%. A venda de produtos em geral deve crescer 21% e o setor da saúde 15%. 

Segundo Zimerman, as lojas abertas na capital no fim do ano passado – uma na avenida Nossa Senhora do Carmo, na região Centro-Sul, e outra no shopping Center Minas, na região Nordeste – têm faturamento e movimento “bastante satisfatórios”. Por isso, outras lojas devem ser abertas no Estado em 2017. 

No ano passado, foram inauguradas sete lojas no país. Em 2016, o empresário espera abrir 12 unidades. Hoje, são 34 Petz em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas, Goiás e Distrito Federal. Cada loja conta com mix de mais de 20 mil itens para o bem estar dos bichos, entre alimentos, acessórios e brinquedos, além de farmácia. 

Boa perspectiva

A Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet) estima que o mercado pet tenha faturado R$ 17,9 bilhões no ano passado, crescimento de 7,4% em relação a 2014. O segmento já representa 0,37% do Produto Interno Brasileiro (PIB), com praticamente o mesmo peso dos eletroeletrônicos. 

De acordo com a Abinpet, o consumo de produtos para animais de estimação cresce, em média, 11% ao ano. De 2010 a 2014, o crescimento foi de 52%.

Franquia 

Por enquanto, Zimerman não trabalha com franquias, mas pretende, daqui a dois ou três anos. “É bem provável que a Petz passe a vender franquias, não neste formato de megalojas, mas de lojas menores”.