O rinoceronte-branco Doran, um dos mais antigos moradores do Zoológico de Belo Horizonte, morreu nesta quarta-feira (21). A Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica (FPMZB) confirmou que o animal, de cerca de 27 anos de idade, foi encontrado sem vida no recinto onde vivia com uma fêmea. As informações sobre as circunstâncias da morte devem ser informadas até o fim da tarde.

Nascido no Usti Nad Lambem Zoo da República Tcheca em 1991, Doran, que chegou no Zoológico de BH em 1996, vivia em um recinto junto com Luna, fêmea da mesma espécie, atualmente com 48 anos de idade. 

Segundo a fundação, Doran apresentava, desde 2009, um quadro de pododermatite, doença crônica comum em rinocerontes, e mais recentemente, outras lesões surgiram em seu corpo, de forma secundária, em decorrência da doença. A fundação afirma que ele vinha recebendo intensos cuidados no Zoológico, com monitoramento contínuo das equipes técnicas (médicos-veterinários, biólogos e tratadores).

O tratamento consistia em cuidados com os pés e mãos do animal, como cortes das unhas, curativos diários, manejo da dor e controle de possíveis infecções durante as crises. O animal recebeu ainda aplicações de laser medicinal, acupuntura e pomadas cicatrizantes, algumas com bases homeopáticas. Doran não respondeu bem ao tratamento proposto e seu estado piorou nas últimas semanas. 

Em 2012, foi instalado um piso emborrachado em seu recinto visando aumentar o bem-estar do animal diante de seu quadro de saúde. Em 2017, novas intervenções foram feitas, como implantação de gramado e rampa no recinto, para facilitar o deslocamento do animal. A mudança aconteceu após pressão da Câmara Municipal, que requisitou mudanças nos ambientes dos rinocerontes e dos elefantes. 
 
 Segundo a fundação, o exame necroscópico foi realizado pela equipe de médicos-veterinários da FPMZB juntamente com médicos-veterinários especialistas em Patologia Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais. As lesões foram compatíveis com o quadro crônico de pododermatite e incluíam alterações articulares e feridas nos membros.   

Segundo o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Belo Horizonte (Sindibel), morreram no zoológico um camelo, um leão, um hipopótamo, uma zebra e uma girafa nos últimos três anos. Uma investigação deve ser feita por integrantes do sindicato para avaliar as condições de vida do animal.