Usuários do Centro de Saúde Horto, na região Leste de BH, reclamaram da desorganização durante a espera pela vacina contra a febre amarela, na tarde deste sábado (20). Os relatos são de que as informações eram contraditórias sobre quem devia se vacinar e faltava orientação dos funcionários da unidade.

O tempo médio de espera, segundo os usuários, chegava a 1h30. Além disso, havia quatro filas: uma para cadastro no posto, outra para a senha de atendimento, outra para idosos e mais uma para receber a vacina.

Felipe Araújo, de 28 anos, levou a mãe Maria da Glória, 51, para tomar outra dose da vacina, que, segundo ele já havia vencido. "Disseram aqui, depois de 40 minutos no sol, que ela não pode tomar porque o protocolo mudou. Mas ninguém informou isso antes", reclama.

Carlos Prates

O estudante Felipe Cipriani, de 29 anos, enfrentou fila e, segundo ele, desorganização ao buscar a vacina no posto de saúde Carlos Prates, região Noroeste da capital. "Não havia cartazes e só uma servidora orientava as pessoas sobre quem deveria se vacinar e sob que condições", disse. "O problema é que, a cada minuto, chegavam mais pessoas e ficavam sem as informações", acrescentou. Felipe, que nunca recebera a vacina, esperou 40 minutos pela dose.

Por nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte informou que não mudou a forma de vacinação e que a dose aplicada é padrão. Ou seja, uma única dose garante proteção contra a febre amarela.

"Neste sábado, o centro de saúde Horto aplicou, até às 15h, cerca de 700 doses da vacina. A unidade teve grande procura, inclusive de pacientes que já haviam sido vacinados, mas estavam em dúvidas se deveriam receber outra dose. O Centro de Saúde Horto, assim como as demais unidades de saúde que estão funcionando neste sábado, se organizou para atender aos pacientes com eficiência. Na unidade, foram destinadas quatro salas para a vacinação e um total de 12 profissionais específicos para aplicação das doses. Cada centro de saúde organizou o atendimento de acordo com a população da sua área de abrangência e também com a estrutura física da unidade". 

A secretaria destacou, ainda, que a abertura dos 152 centros de saúde neste sábado mobilizou 2.100 trabalhadores da saúde pública municipal.

(*) Com informações de Fábio Corrêa e Evaldo Magalhães