Mais de 30 motocicletas adulteradas de diversas marcas foram encontradas pela Polícia Militar na noite da última terça-feira (13) em um galpão de desmanche e revenda peças de veículos roubados no bairro São Francisco, em Belo Horizonte. No local, haviam ainda peças como rodas, carenagem, motores e pneus já embaladas para comercialização, além de ferramentas utilizadas para montagem e desmontagem. 
 
Os militares foram até o local após a denúncia de uma vítima, de 20 anos, que teve a moto roubada durante a tarde próximo à Leroy Merlin do Minas Shopping, no bairro União. O veículo tinha sistema de rastreamento que registrava que estaria em um galpão na rua Porto. 
 
Chegando ao local, os militares encontraram o comércio, que operava de portas fechadas, e foram recebidos por um funcionário de 33 anos. No espaço, os agentes identificaram um veículo com as mesmas característica da moto da vítima. A motocicleta já estava sendo desmontada, com carenagens, banco e tanque espalhados pelo chão. 
 
Ao checarem o chassi, constataram que a moto era, de fato, a mesma que havia sido roubada durante a tarde. Conforme os militares, havia ainda no local uma Honda Titan branca com sinais de arrombamento, com placa de Ribeirão das Neves, já desmontada e outras duas motocicletas pretas adulteradas e com chassi raspado. 
 
Em uma caçamba nos fundos do estabelecimento, os policiais encontraram quatro chassis de motocicletas cortadas e um bloqueador de sistemas rastreadores de localização.

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Segundo os militares, dois homens que estavam no local se disseram funcionários da loja, com vínculo empregatício, e um terceiro suspeito informou que foi até o galpão comercializar uma motocicleta. Eles afirmaram que não tinham conhecimento da procedência dos veículos e que as motos eram levadas para o estabelecimento pelo próprio dono do comércio, que não estava lá durante a abordagem policial.  
 
Os três foram presos e a PM foi até a casa do proprietário, mas não o encontrou. Os militares conversaram com a esposa do suspeito, que afirmou que seria contadora da loja de peças, com cadastro de pessoa jurídica registrado, e que os dois rapazes seriam funcionários do estabelecimento. Ela declarou que desconhece que o marido esteja envolvido em transações ilícitas, e alegou que o marido teria comprado os veículos usados em leilões e revendia as peças, legalmente, no comércio e na internet. 
 
A perícia foi acionada e a moto da vítima que foi roubada passou por vistoria e foi devolvida ao proprietário. Outras três motocicletas também foram recuperadas durante a ação. O caso foi encerrado na Delegacia Policial de Furtos e Roubos de Veículos.