Os funcionários do Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais (Ipsemg) anunciaram uma greve por tempo indeterminado a partir da próxima sexta-feira (18). O protesto é por melhorias salariais, por um quadro de funcionários maior e por melhores condições de trabalho.

Pela manhã, os servidores realizaram uma manifestação na Praça da Liberdade, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Também participaram do ato trabalhadores da Educação e da Saúde, que reivindicam o fim do parcelamento dos salários. Em seguida, os servidores saíram em passeata até a Praça Sete.

"O Ipsemg não é um benefício, todos nós aqui contribuímos e pagamos a coparticipação, temos que exigir um atendimento digno e mais servidores no Instituto para melhorar a qualidade do atendimento aos usuários”, afirmou a presidente do  Sindicato dos Servidores do Ipsemg (Sisipsemg), Maria Abadia Souza. A presidente do Sisipsemg cobrou ainda retorno da autonomia financeira do Instituto e o cumprimento integral do acordo da greve anterior. 

A greve por tempo indeterminado foi definida em assembleia da categoria, realizada nessa terça-feira (15). 

Procurado pela reportagem do Hoje em Dia, o Ipsemg informou, por meio de nota, que "estão sendo adquiridos novos equipamentos para o HGIP.  Esta semana, 50 camas de última geração, chegaram com novos colchões. Também, em janeiro foi inaugurado o SMU B onde são atendidas consultas de Psiquiatria e Ortopedia, todos os dias da semana, sem interrupção. Para o interior, o Ipsemg credenciou recentemente grandes e importantes hospitais como o Mário Palmério em Uberaba, Santa Casa de Montes Claros, UMC em Uberlândia e o Márcio Cunha em Ipatinga".

Quanto a sobrecarga de trabalho, o Instituto esclareceu que " ainda há concurso vigente até julho de 2018 e o governo está nomeando os profissionais de acordo com a ocorrência de vacância por exoneração, aposentadoria e falecimento, situações permitidas pela Lei de Responsabilidade Fiscal". 

Educação e Saúde

Nessa terça-feira (15), o governo de Minas Gerais anunciou que a primeira parcela do salário referente a abril será paga na sexta (18). Por meio de nota, a Secretaria de Estado de Fazenda informou que a decisão de parcelar os salários dos servidores está ligada à atual crise econômica que levou o governo a decretar estado de calamidade financeira.

Segundo a secretaria, as datas estabelecidas no parcelamento estão diretamente relacionadas à possibilidade real de desembolso do Tesouro Estadual, considerando-se a entrada de recursos, sempre priorizando o compromisso de pagamento da folha. "Quanto a alteração da data da primeira parcela do pagamento de abril, a decisão foi necessária tendo em vista a análise preliminar da lista de servidores com supostos acúmulos de função apontados pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE)", diz a nota.

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