Diversos serviços prestados pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) devem ter o atendimento prejudicado nesta quarta-feira (30). Isso porque todos os servidores municipais foram convocados para paralisação geral de 24 horas.

Conforme o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindibel), os trabalhadores são contra a proposta do Executivo, que ofereceu reajuste salarial zero para 2015 e 2,8% para 2016. Os profissionais, contudo, pediram aumento de 25%.

A expectativa do Sindibel é que os serviços de limpeza urbana, da Guarda Municipal, saúde, assistências sociais, fiscalização, BHTrans, dentre outros, sejam afetados. Além disso, os professores municipais já decidiram iniciar greve a partir de quarta-feira (30).

As demais categorias vão realizar assembleias para votar e decidir os rumos do movimento. "Buscamos pelo menos manter o poder de compra dos servidores", informou o assessor do sindicato.

A PBH informou que apesar do quadro de crise econômica instalado no país, "assume o compromisso com o funcionalismo público de concessão de um reajuste de 2,8% sobre os salários e o vale-refeição já a partir de 1º de janeiro de 2016. Este reajuste somente está sendo possível devido à variação nominal de 2,8% na arrecadação dos recursos do tesouro municipal, sem levar em conta o crescimento da inflação. Por sua vez, os recursos vinculados totalizaram um decréscimo de -5,0%".

O executivo ressaltou que, independente de qualquer reajuste, a folha de pagamento tem crescimento anul de 2,5% devido a concessão de benefícios de progressão na carreira e quinquênios. "Assim, com o reajuste proposto de 2,8%, a folha terá um aumento no próximo ano superior a 5%, mesmo a receita total tendo tido uma variação de 0%".

Ainda segundo a PBH, o reajuste solicitado pelos servidores representaria um custo adicional R$ 949 milhões para a prefeitura. "O reajuste de 25% para todos os servidores da ativa e aposentados, retroativo a 1º de janeiro de 2015, teria um custo de R$ 812 milhões, e o reajuste do vale-refeição para R$ 30,00, com redução da contrapartida dos servidores para 1%, custaria ao município R$ 137 milhões".

Protesto

Às 9h serão realizadas assembleias simultâneas dos servidores municipais na Praça da Estação, na Praça 7 e na avenida Carlos Luz, no Caiçara. Depois, eles vão sair em passeata rumo à sede da Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Informação, na Praça Afonso Arinos.

Serviços

Participam da paralisação o Sindibel; Associação dos Profissionais Liberais de Engenharia (Aplena); Associação dos Fiscais Municipais da Prefeitura de Belo Horizonte (Asfim-BH); Associação dos Servidores de Limpeza Urbana (Asserlub); Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB); Federação Interestadual dos Servidores Públicos Municipais e Estaduais (FESEMPRE); Sindicato dos Empregados em Empresas de Processamento de Dados, Serviços de Informática e Similares do Estado de Minas Gerais (Sindados-MG); Sindicato dos Analistas de Políticas Públicas da Administração Direta do Município de Belo Horizonte (Sindapta); Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-Rede); Sindicato Único dos Trabalhadadores da Saúde de Minas Gerais (Sind-Saúde/MG); e o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Assessoramento, Pesquisas, Perícias, Informações e Congêneres de Minas Gerais (Sintappi-MG).