Servidores municipais de Belo Horizonte entraram em greve nas primeiras horas da manhã desta segunda-feira (5) e se concentram em frente à sede da prefeitura na avenida Afonso Pena, em protesto. A categoria reivindica reajuste salarial e, segundo representantes do grupo, a paralisação é por tempo indeterminado.

Conforme o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindibel), os servidores são contra a proposta do Executivo, que ofereceu reajuste salarial zero para 2015 e 2,8% para 2016. Os profissionais, entretanto, pediram aumento de 25%.

Segundo o Sindibel, os serviços de limpeza urbana, saúde, assistências sociais, fiscalização, informação, dentre outros, devem ser prejudicados por causa do movimento.

Na última quarta-feira, 30 de setembro, os profissionais votaram em assembleia pela greve. Depois da reunião, eles saíram em passeata por várias vias da região Central da cidade.

Os trabalhadores da área da educação, contudo, já estão em greve desde quarta-feira. Por isso, vários alunos não tiveram aula.

Reajuste

A PBH informou que apesar do quadro de crise econômica instalado no país, "assume o compromisso com o funcionalismo público de concessão de um reajuste de 2,8% sobre os salários e o vale-refeição já a partir de 1º de janeiro de 2016. Este reajuste somente está sendo possível devido à variação nominal de 2,8% na arrecadação dos recursos do tesouro municipal, sem levar em conta o crescimento da inflação. Por sua vez, os recursos vinculados totalizaram um decréscimo de -5,0%".

O executivo ressaltou que, independente de qualquer reajuste, a folha de pagamento tem crescimento anul de 2,5% devido a concessão de benefícios de progressão na carreira e quinquênios. "Assim, com o reajuste proposto de 2,8%, a folha terá um aumento no próximo ano superior a 5%, mesmo a receita total tendo tido uma variação de 0%".

Ainda segundo a PBH, o reajuste solicitado pelos servidores representaria um custo adicional R$ 949 milhões para a prefeitura. "O reajuste de 25% para todos os servidores da ativa e aposentados, retroativo a 1º de janeiro de 2015, teria um custo de R$ 812 milhões, e o reajuste do vale-refeição para R$ 30,00, com redução da contrapartida dos servidores para 1%, custaria ao município R$ 137 milhões".

Campanha salarial

Este será o segundo momento de paralisação dos servidores públicos municipais neste ano. A primeira greve, ocorrida entre maio e junho deste ano, durou 13 dias e foi suspensa após a PBH se comprometer a apresentar proposta de reajuste em setembro.