Em greve há 15 dias, servidores municipais de Belo Horizonte realizaram nova assembleia nesta terça-feira (20) e votaram pela manutenção do movimento. Conforme o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de BH (Sindibel), a proposta da prefeitura não atende as reivindicações da categoria.

Os servidores querem aumento salarial de 25%, mas o Executivo havia oferecido reajuste zero para 2015 e 2,8% para 2016. Após decidirem pela manutenção da greve, que segue por tempo indeterminado, os profissionais seguiram em passeata por diversas vias da região Central.

Conforme o sindicato, entre os profissionais que aderiram a paralisação estão garis, engenheiros, arquitetos e fiscais. Unidades Municipais de Educação Infantil (Umeis) e alguns centros de saúde também estão fechados. Por causa da paralisação vários serviços já foram comprometidos.

De acordo com o Sindibel, a escala mínima de atendimento está sendo mantida nos locais de urgência e emergência, como as Unidades de Pronto Atendimento (Upas) e o Hospital Municipal Odilon Behrens, no Bairro São Cristóvão, Região Noroeste da cidade.

Reajuste

No dia 5, quando teve início da greve, a PBH informou que apesar do quadro de crise econômica instalado no país, "assume o compromisso com o funcionalismo público de concessão de um reajuste de 2,8% sobre os salários e o vale-refeição já a partir de 1º de janeiro de 2016. Este reajuste somente está sendo possível devido à variação nominal de 2,8% na arrecadação dos recursos do tesouro municipal, sem levar em conta o crescimento da inflação. Por sua vez, os recursos vinculados totalizaram um decréscimo de -5,0%".

O executivo ressaltou que, independente de qualquer reajuste, a folha de pagamento tem crescimento anul de 2,5% devido a concessão de benefícios de progressão na carreira e quinquênios. "Assim, com o reajuste proposto de 2,8%, a folha terá um aumento no próximo ano superior a 5%, mesmo a receita total tendo tido uma variação de 0%".

Ainda segundo a PBH, o reajuste solicitado pelos servidores representaria um custo adicional R$ 949 milhões para a prefeitura. "O reajuste de 25% para todos os servidores da ativa e aposentados, retroativo a 1º de janeiro de 2015, teria um custo de R$ 812 milhões, e o reajuste do vale-refeição para R$ 30,00, com redução da contrapartida dos servidores para 1%, custaria ao município R$ 137 milhões".

Campanha salarial

Este será o segundo momento de paralisação dos servidores públicos municipais neste ano. A primeira greve, ocorrida entre maio e junho deste ano, durou 13 dias e foi suspensa após a PBH se comprometer a apresentar proposta de reajuste em setembro.