Funcionários do Centro de Saúde Jaqueline, na região Norte de Belo Horizonte, paralisaram o atendimento à população nesta quarta-feira (7). O motivo seria a constante violência na rua Agenor de Paulo Estrela. Nesta quarta, uma médica da unidade de saúde foi rendida por dois homens armados que levaram o seu carro.

Assustados com a violência na região, os servidores que trabalham na unidade suspenderam os atendimentos do dia. Eles permanecem no local reorganizando a agenda e realizando trabalhos internos.

Segundo informações da diretora da Saúde do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Belo Horizonte (Sindibel), Cleide Donária de Oliveira,  este é o quarto roubo a carro registrado na unidade desde do ano passado até o início deste ano. Ela ainda lembra que os arrombamentos à veículos, tanto de servidores quanto de usuários,  tem sido frequentes.

Paralisação

No último dia 30 de janeiro, trabalhadores de todas as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da capital interromperam as atividades de urgência e emergência para a realização de atos reivindicando à Prefeitura de Belo Horizonte segurança para as unidades de saúde.

O ato foi organizado pelo Sindibel em conjunto com o SINMED (Sindicato dos médicos do Estado de Minas Gerais) e o Conselho Municipal de Saúde e contou com a participação de usuários.

De junho de 2017 a 19 de janeiro de 2018 foram registrados 309 casos de violência somente nas Unidades de Pronto Atendimento de Belo Horizonte.

Secretaria de Saúde

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) informou que, apesar do ocorrido, o acolhimento aos pacientes foi feito normalmente, e só algumas consultas agendadas tiveram que ser remarcadas. 

Um fluxo de abordagem a episódios como este foi implantado, direcionando o trabalhador e/ou usuário na tomada de decisão sobre quais providências tomar e quem acionar em caso de violência. 

A nota diz, ainda, que o patrulhamento da Guarda Municipal no entorno das unidades de saúde foi fortalecido, a partir de um diagnóstico realizado entre a própria pasta da Saúde e a Secretaria Municipal de Segurança e Prevenção, baseado também na vulnerabilidade de cada região. 

Esta ação foi iniciada no final de 2017, nas regionais Oeste, Barreiro e Noroeste e, agora em janeiro, foi ampliada para as regionais Pampulha e Venda Nova. Os Guardas Municipais que atuam nas Unidades de Saúde da capital também passaram por um curso de qualificação.