Primeiro, foi a namorada e a mãe dela, na cidade de Divinópolis, na região do Oeste de Minas. Depois, a própria mãe, antes de se suicidar, na casa dela em Rio Pomba, na Zona da Mata. Quatro mortes realizadas pelo soldado Igor Vieira Quintão, de 23 anos, na madrugada de sexta para sábado, num espaço de poucas horas e 302 quilômetros.
 
A namorada Aline Guimarães Rodrigues, de 34 anos, também era soldado da Polícia Militar e, segundo as primeiras informações, passadas pelo major Flávio Santiago, chefe da sala de imprensa da PM, não havia aparentemente nada que depusesse contra o relacionamento dos dois, que faziam a Escola de Formação e Aperfeiçoamento de Sargentos em Belo Horizonte.
 
Na manhã deste sábado, familiares de Igor ligaram para a polícia, avisando que o soldado poderia estar morto dentro de casa. Às 7h, militares encontraram o soldado morto e caído no chão, com um revólver calibre 38 numa das mãos. O corpo da mãe, Eloiza Santa Vieira Quintão, estava ao lado.
 
Um irmão recebeu, minutos antes da PM chegar, uma mensagem de Igor, pelo WhatsApp, em que ele pediu desculpas sobre as mortes que tinha praticado em Divinópolis e que não gostaria de ver a angústia de sua mãe ao se sucidir, razão pela qual resolveu também não poupar a vida de sua mãe.
 
"A polícia de Divinópolis foi acionada, na expectativa de encontrar alguém com vida, e achou os corpos de Aline e da mãe dela (Elisabete Guimarães Rodrigues, de 66 anos). A polícia investigativa buscará saber a hora exata das mortes, mas vizinhos informaram que ouviram estampidos às 2h, imaginando se tratar de fogos de artifício", registra o major Santiago.
 
As investigações também buscarão encontrar os motivos dos assassinatos, que, a princípio, apontam para um crime passional. Na polícia, não há ocorrências sobre algum desvio de comportamento de Igor, que servia em Belo Horizonte.