O inquérito sobre a morte da radiologista Kelly Cristina Cadamuro, de 22 anos, foi concluído pela Polícia Civil de Minas Gerais em Frutal, no Triângulo Mineiro. Jonathan Pereira do Prado, de 33 anos, foi indiciado pelos crimes de latrocínio, ocultação de cadáver e estupro. Se condenado por esses crimes, ele poderá pegar uma pena de até 45 anos de cadeia.

A polícia indiciou ainda Daniel Theodoro da Silva, de 24 anos, que é acusado de receptação, por ter colaborado com o suspeito de homicídio ao retirar artigos do carro dela.

Segundo a investigação, Kelly, que morava em Guapiaçu, interior de São Paulo, buscou caroneiros por meio de um grupo de WhatsApp para uma viagem entre São José do Rio Preto, em São Paulo, e Itapagipe, no Triângulo Mineiro, onde mora o namorado dela. A carona foi combinada por uma suposta mulher, mas quem apareceu no local combinado foi Jonathan Pereira do Prado.

A viagem foi feita no dia 1º de novembro e o corpo da jovem foi encontrado seminu no dia seguinte às margens do rio Marimbondo, em Frutal. O carro da vítima foi localizado no mesmo dia, sem as rodas. De acordo com o laudo de necropsia, a causa da morte de Kelly foi asfixia por constrição cervical (estrangulamento).

Jonathan confessou ter matado Kelly para roubá-la, mas nega o estupro. Ele está preso no presídio de Frutal.

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