Os registros de furto, ameaça, agressão e outros crimes nas escolas de Minas Gerais apresentaram queda de 13% de janeiro a novembro de 2017, na comparação com igual período de 2016. Apesar da redução, a média diária de 55 delitos nas instituições de ensino demanda atenção especial do poder público.

O assunto voltou à tona nessa quinta-feira (1º), após uma grave ocorrência assustar alunos e funcionários da Escola Estadual Iago Pimentel, em São João del-Rei, no Campo das Vertentes. Um adolescente de 16 anos atirou duas vezes e acertou o rosto de um colega de 17. A vítima foi levada para um hospital da cidade, onde passou por cirurgia. Até o fechamento desta edição, o estado de saúde dele era estável.

Os motivos do desentendimento entre os jovens e quem seria o dono da arma usada no crime ainda serão investigados pela polícia. Por meio de nota, a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE-MG) garante que está tomando as providências necessárias. Ainda conforme a pasta, o caso também está sendo acompanhado pelo Conselho Tutelar. 

Ocorrências

Casos de furto lideram a lista de crimes nas escolas mineiras, segundo levantamento da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), com 7.498 registros em 2017. Na sequência, estão ameaças (2.680) e agressões (2.571). 

A SEE-MG informou que implementou no ano passado o “Programa de Convivência Democrática nas Escolas”, em que um dos objetivos é compreender a violência no ambiente acadêmico por meio de assembleias e debates. Para garantir um controle dos casos e agir de forma mais efetiva, diretores das instituições mineiras terão acesso a um sistema on-line para registro das ocorrências. A medida será iniciada neste ano.

A Polícia Militar informou que o Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd) e a Patrulha Escolar são os principais projetos voltados para combater a violência em instituições de ensino no Estado.

A corporação destacou que a abordagem junto a alunos e professores é prioritariamente preventiva. “No entanto, quando necessário, a ação pode ser repressiva, usada especialmente em casos de desordem, medo, violência verbal e física, contravenção penal ou infrações administrativas, dentro e no entorno das escolas”, informou a corporação, por meio de nota.