Coração da última Copa do Mundo, em 2014, a Savassi, região boêmia da capital mineira, começa a se tornar novamente um espaço que atrai torcedores e entusiastas do Mundial. Durante a cerimônia de abertura da Copa, na manhã desta quinta-feira (14), o movimento na praça Diogo de Vasconcelos ainda foi tímido, mas suficiente para agregar jovens e trabalhadores dos arredores que querem acompanhar os jogos.

Há quem tenha já garantido uma cervejinha para ver a bola rolando e curtir com os amigos os lances do jogo de estreia entre Rússia e Arábia Saudita. “Saí da aula e vim para cá com os amigos. Já estamos quase de férias e viemos curtir um pouco, mas estão faltando mais vuvuzelas”, diz o estudante de publicidade e propaganda Raul Santana, de 26 anos. 

A turma, que reúne cerca de 15 pessoas, vibrou com o gol do país anfitrião e garante que pretende retornar à Savassi nos próximos jogos. 

Embora as televisões de quase todos os bares e restaurantes da Praça da Savassi estejam sintonizadas na Copa, nem todas as pessoas que passam pela região vieram acompanhar o mundial. A artista Beatriz Myrrha, de 49, conta que nem sabia que a data celebrava a abertura dos jogos. 

“Vim encontrar minha filha para o almoço. Não acompanho mais futebol há um tempo, acho que deixou de ser esporte para ser comércio”, afirma. Assim como Beatriz, outras pessoas ainda comem de costas para os aparelhos de TV, sem prestar atenção nos lances do jogo de estreia. 

O advogado Domingos Xavier, de 68 anos, aproveitou a hora do almoço para engraxar os sapatos. “Agora que estou entrando no espírito da Copa, mas ainda não consegui acompanhar. Acho que só ficarei mais no clima a partir de domingo, que é o jogo do Brasil”, diz.

No Mineirão

Na Esplandada do Mineirão, um telão de 55 metros foi montado para exibir as partidas do Brasil. Na abertura da Copa, no entanto, somente trabalhadores da região da Pampulha que têm o costume de almoçar no local marcaram presença.

De costas para a tela e mais entretidos com os celulares do que com a partida, o estudante de direito Ralph Scott, de 28 anos, e a advogado Luiza Dias, de 34, acreditam que a capital mineira deve entrar no clima mesmo no domingo (17), quando a Seleção disputa o primeiro jogo, contra a Suíça. 

“Não costumo acompanhar muito futebol, mas os jogos do Brasil vou ver. Acho que aí, sim, o Mineirão ficará bem cheio, terão shows e o povo deve vir torcer”, disse Ralph. 

Em uma das mesas, os únicos olhos atentos aos lances da partida entre Rússia e Arábia Saudita, que garantiu à anfitriã da Copa a primeira vitória do mundial, por cinco gols a zero, eram os da advogada Renata Rangel, de 28 anos. “Eles podem até não estar vendo, mas eu sim. Quero acompanhar e estou confiante demais no hexa!”, disse.

Telão no Minerão

Na Esplandada do Mineirão, um telão de 55 metros foi montado para exibir as partidas

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