Calor, suor, ritmo, glitter, cerveja, axé, marchinhas, sorrisos, biquínis e catuçaí. Não foram poucos os ingredientes que ferveram dentro do caldeirão de uma das maiores edições de todos os tempos do Carnaval de Belo Horizonte. Em quatro dias de festa, as principais avenidas da cidade foram dominadas por milhares de foliões que fizeram um espetáculo digno de se guardar na memória.

Os números oficiais devem ser divulgados apenas na próxima segunda-feira, de acordo com a Belotur, mas a impressão é a de que a expectativa de 3,6 milhões de pessoas nas ruas da capital foi alcançada sem nenhuma dificuldade.

Desfiles de blocos como Chama o Síndico, Quando Come se Lambuza e Então Brilha, na região Centro-Sul da capital, fizeram BH ficar pequena diante de tantas pessoas. Na avenida Afonso Pena, o bloco Baianas Ozadas arrastou a maior multidão da festa, ainda sem estimativa oficial de público, segundo a Polícia Militar.

Nas regiões do Barreiro, Venda Nova e Pampulha, os desfiles de blocos como Pena de Pavão de Krishna, Tchanzinho Zona Norte e Beiço do Wando mostraram que a descentralização da folia não só deu certo, como tende ficar cada vez maior.

A foliã Ana Paula Gonçalves de Morais, de 38 anos, mergulhou tão profundamente no Carnaval de BH que resolveu desfilar em cinco blocos neste ano. Depois de passar pelo Asa de Banana, Havayanas Usadas, É o amor e Us Beethoven, ela ainda teve fôlego para pular o último dia no Juventude Bronzeada, na avenida Assis Chateaubriand. “Foram dias inesquecíveis. Só tenho a agradecer por BH ter me propiciado uma festa tão maravilhosa. Já estou pensando nos ensaios para o Carnaval 2019 que começam em abril”, contou.

Pacífico

Apesar do atrito entre a Polícia Militar e integrantes do bloco Filhos de Tcha Tcha, depois do desfile no Barreiro, na segunda-feira de Carnaval, poucas ocorrências envolvendo episódios de violência foram registradas durante a folia, de acordo com avaliação da PM.

Por volta das 3h da madrugada de ontem, um jovem de 22 anos foi morto com uma facada na esquina da rua da Bahia com Tupinambás, no Centro, após flertar com uma mulher e ser atacado pelo namorado dela.

Para o capitão Cristiano Araújo, assessor de imprensa da PM, os eventos negativos não comprometeram o clima pacífico que dominou a maior parte da festa. “Estamos satisfeitos com os resultados. Pela proporção que o Carnaval de BH teve, não tivemos nenhum grande problema de insegurança”, afirmou.