Unir esforços para o desenvolvimento econômico e social de Contagem. Esse é o principal objetivo do G7, grupo [/TEXTO]criado este ano para debater um plano estratégico e ações prioritárias para a cidade. Participam das discussões sete entidades representativas do município. A iniciativa tem o apoio do Ministério Público (MP).

Coordenado pelo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Subseção Contagem (OAB), Sanders Alves Augusto, o G7 está se reunindo semanalmente para propor uma agenda que será apresentada aos candidatos à prefeitura. Os encontros começam nos próximos dias.

“Trata-se de um grupo independente e apartidário. Não queremos ser um ente fiscalizador, mas estaremos cientes de todas as demandas da sociedade e iremos cobrar dos governantes o cumprimento de ações para atender às necessidades de Contagem”, explica. 

Uma das demandas já identificadas pelo G7, segundo ele, é a construção de um viaduto no acesso ao posto da Ceasa, na BR-040. 

“Lá existe um problema sério de tráfego. É preciso implantar uma nova estrutura e já requeremos o projeto executivo. Vamos até Brasília para tentar agilizar esse processo”, conta o presidente da OAB Contagem.

Na pauta de discussões, as entidades empresariais participantes da iniciativa destacam projetos para atrair novas empresas. Uma saída, conforme os debates, é agilizar o processo de legalização de novos negócios. “Hoje é muita burocracia. O empresário desiste de se instalar em Contagem e acaba indo para outro município”, frisa.

Parceria

A exemplo de Maringá (PR), o G7 estuda a criação de um Conselho de Desenvolvimento Econômico (Codem) no município, órgão que irá discutir com os poderes públicos as questões econômicas, como o Pacto Industrial de Contagem. 

“Teríamos voz ativa nas discussões, trabalhando em parceria com a administração municipal. A ideia funciona muito bem no Paraná e acreditamos que provocará avanços por aqui”, avalia Sanders.

Entre janeiro e julho deste ano, 701 empresas foram abertas em Contagem. No ano passado foram 775 novos empreendimentos. Os dados são da Junta Comercial de Minas Gerais (Jucemg)

Outra proposta das entidades que integram o grupo é a parceria com o Observatório Social de Contagem, órgão independente e fiscalizador da aplicação dos recursos públicos. Segundo o presidente do G7, o trabalho em conjunto vislumbra conhecer de que forma a verba é usada “em plenitude”. 

Integram o G7 Contagem o Centro Industrial e Empresarial de Minas Gerais (Ciemg), a Associação Comercial e Industrial de Contagem (Acic), a Câmara de Dirigentes Lojistas de Contagem (CDL), a Associação Comercial da Ceasa, a OAB, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia e o Conselho Regional de Contabilidade.