As 34 pessoas feridas na sexta-feira (10) após a explosão do gasômetro na Usiminas em Ipatinga, no Vale do Aço, receberam alta hospitalar. A informação foi divulgada pela Usiminas no site da empresa. 

Em nota, a companhia afirma que “realizou, com o apoio das autoridades públicas, um monitoramento da presença de gases na comunidade e não há registro de anormalidades, nem risco para a população.”.

A Usiminas informa, também, que até o momento não tem previsão de quando retornará a plena produção. A empresa prossegue com o plano de retomada gradual das operações, com a máxima segurança. Algumas áreas da usina sem conexão com o setor afetado pela explosão, como despacho, laminação a frio e unigal, estão reiniciando suas atividades.

As causas são investigadas pelas equipes técnicas da usina, com o apoio de autoridades competentes.

A explosão

No início da tarde de sexta-feira (10), um reservatório de gás na usina da Usiminas, em Ipatinga, explodiu, deixando 34 pessoas ficaram feridas, uma com um corte no rosto e as demais com mal súbito ou intoxicação por inalar o gás que vazou. As vítimas foram levadas para o Hospital Márcio Cunha, na mesma cidade.

Todas as vítimas prestavam serviço ou eram funcionárias da empresa. Um fator que favoreceu a menor gravidade do acidente foi o fato de a fábrica estar em horário de almoço no momento da explosão.

O tanque que explodiu continha uma mistura de gases utilizada na produção de aço, denominada LDG (Linz Donawitz Gás), também chamado gás de aciaria. O principal componente desse gás é o monóxido de carbono. 

Os bombeiros, juntamente com a equipe de brigadistas da fábrica, realizaram o resfriamento e a desativação de todas as estruturas próximas da origem da explosão, deixando o local em segurança.

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