A empresária Alineane Freire de Sá saiu de Belém com destino a Belo Horizonte para fazer compras para a loja de roupas que tem na capital do Pará. Uma oportunidade proporcionada pelo BH à Porter, circuito de moda promovido pela Cooperativa dos Consultores em Negócios de Moda de Minas Gerais (Coopermoda), em parceria com a Associação Mineira das Empresas de Moda (Instituto Amem).

“Esta é minha segunda vez em BH. Voltei por considerar o conjunto de itens oferecido pela moda mineira um grande diferencial. Aqui encontramos estampas exclusivas, design moderno e, principalmente, acabamento impecável”, destaca a paraense.

“Os consultores de moda convidam clientes novos e inativos para o evento”
Nalva Santos
Presidente da Coopermoda

As sócias Bianca Maiaroti e Nathalia Franco, donas de um showroom em Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo, passaram dois dias na capital mineira em uma verdadeira maratona para dar conta de visitar mais de 15 pronta-entregas. 

Foi a primeira visita das paulistas a BH. “Nós já conhecíamos a moda feita aqui pela web, mas sempre comprávamos em São Paulo e no Sul do Brasil”, conta Bianca. 

As jovens de 25 anos vieram em busca de roupas com estilo único. “Na nossa região, as peças são parecidas entre as lojas. Aqui, em cada pronta-entrega que entramos, encontramos algo novo e diferenciado. As coleções são lindas, os tecidos inovadores e o acabamento muito bom, para mim, o ponto mais forte”, completa Bianca.

BH à Porter

“Como é um período de baixa nas vendas, o projeto nos ajuda a gerar faturamento”, destaca o empresário Lucas Rezende Bastos, da Frutacor

Retorno

Para esta que é a 5ª edição do evento, os resultados em vendas podem chegar a R$ 3,9 milhões, revela a presidente da Coopermoda, Nalva Santos.

“Depois do Minas Trend, temos uma lacuna no calendário da moda na capital e o evento proporciona a circulação de lojistas de outros estados nas confecções, isso estimula o fechamento de negócios”, afirma.

A assertividade do BH à Porter é atestada por Lucas Rezende Bastos, sócio da Frutacor, confecção localizada no bairro Prado, polo de moda da cidade.

“Apoio e gosto muito do projeto. Os resultados são satisfatórios para aquelas confecções que têm produtos legais e prontos para levar”.

Embora a moda mineira seja um pouco mais cara que outras pelo país, a exclusividade das peças, muito bem elaboradas, atrai clientes do Brasil todo, observa Nalva Santos.

“Nas primeiras edições recebíamos mais lojistas do Nordeste, mas, agora, está bem pulverizado. Atendemos clientes de todas as regiões do país. Serão cerca de 130 nesta edição”, diz.

Rota de compras é financiada pelos empresários de BH

O BH à Porter começou em 17 de abril e segue até o dia 28. Nos 12 dias de evento, as 63 confecções participantes desta 5ª edição estarão abertas para receber os cerca de 130 lojistas de todo o país, acompanhados dos 50 consultores de moda cadastrados no circuito.

A rota de compras é custeada pelos proprietários da confecções belo-horizontinas em parceria com os profissionais de consultoria. “As empresas pagam as passagens e a hospedagem dos potenciais clientes e dividem os gastos com os consultores”, explica a presidente da Coopermoda, Nalva Santos. “As confecções consideram os retornos financeiros positivos e estreitam relacionamentos”, completa.

Motivação

Para o diretor financeiro da Frutacor, Lucas Rezende Bastos, é uma maneira de captar o cliente. “Em estados como São Paulo, os lojistas encontram produtos mais baratos, mas em qualidade inferior que os nossos. O BH à Porter é um atrativo para eles virem a Belo Horizonte”, destaca.

Interesse despertado na empresária Pricila Castro, dona de um showroom na cidade de Uruaçu, interior de Goiás.

“Em minha loja, trabalho com moda casual mais chique. Atendo bancárias, médicas e advogadas que buscam peças exclusivas e de bom gosto, como as que têm por aqui”, expõe a goiana que veio a BH pela primeira vez e já está com passagens com</CW>pradas para retornar.

Ferramentas

Os consultores de moda elogiam o retorno obtido em vendas durante os dias de evento. Caso de Terezinha Alves, de 51 anos, que trabalha há 17 na área.

“Para mim, o BH à Porter é tudo de bom. Às vezes nos acomodamos com os clientes que já temos e o circuito nos impulsiona a buscar mais. Estou na prospecção de lojistas que nunca vieram à capital desde janeiro e consegui um excelente resultado”, diz a consultora.

No processo de captação de clientes, Terezinha frisa a importância das redes sociais. “Pelo Instagram, por exemplo, pesquiso os perfis das lojas de fora do estado antes de fazer o contato”, ilustra.

BH à Porter

“Temos fast fashion e a moda glamourosa, que é nosso forte”, diz Nalva Santos, da Coopermoda